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Economias

Moçambicanos ainda à espera da ajuda pós-ciclones

Áudio 10:02
Mulheres à espera da distribuição de alimentos em Estaquinha, a cerca de 80 quilómetros da Beira. 26 de Março de 2019.
Mulheres à espera da distribuição de alimentos em Estaquinha, a cerca de 80 quilómetros da Beira. 26 de Março de 2019. YASUYOSHI CHIBA / AFP

A cidade da Beira acolhe, esta sexta-feira e sábado, a conferência internacional de doadores para impulsionar a reconstrução no centro e norte de Moçambique após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth. O autarca da Beira, Daviz Simango, diz que “tudo indica” que se vai alcançar a soma pedida de 3,2 mil milhões de dólares, mas espera uma fiscalização rigorosa para evitar desvio de fundos.

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O executivo moçambicano tinha anunciado, no início de Maio, que iria apresentar aos doadores um pedido de ajuda de 3,2 mil milhões de dólares. Para o autarca da Beira, Daviz Simango, essa soma deverá ser atingida e até ultrapassada.

É [possível alcançar o montante]. Tudo indica que sim. Os doadores vão dar um pouco mais que isso (…)Temos esperança que a coisa aconteça. A sala está cheia. Estamos a falar de uma média de 500 pessoas, isso já é muito bom”, afirmou.

Daviz Simango defende que deve haver fiscalização na atribuição do dinheiro angariado para evitar desvio de fundos, como teria acontecido após o ciclone Idai e a vaga de solidariedade internacional que suscitou. 

De facto, houve desvios. Houve coisas vergonhosas e não podemos voltar a permitir isso. Nós queremos ser parte dos beneficiários e temos que saber sempre que o dinheiro entrar, queremos estar perto dos concursos para controlarmos e temos que criar um grupo de sociedade civil, um grupo externo, que possa naturalmente auxiliar nessa fiscalização”, continuou.  

O autarca alertou, ainda, que a ajuda humanitária parou e que o dinheiro enviado para Moçambique não foi ainda distribuído.

Ainda não há dinheiros colocados. Estamos à espera que esse dinheiro seja colocado. A expectativa é que, de facto, depois desta conferência haja iniciação da disponibilização dos fundos, mas por enquanto ainda não temos fundos”, declarou.

Questionado sobre se os fundos enviados, por exemplo, por Portugal e França, foram distribuídos, Daviz Simango disse “não ter conhecimento directo” e que “em termos públicos os valores ainda não começaram a soar muito”. O autarca acrescentou que ainda “não há publicação” do dinheiro angariado e recolhido pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades.

Esperemos que, de facto, passado este tempo, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades torne público o dinheiro que recebeu e como é que aplicou os seus fundos para que a população possa saber”, respondeu.

Oiça a entrevista completa neste programa ECONOMIAS (clique na imagem principal)

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