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MOÇAMBIQUE

General da Renamo dado como morto reaparece

Ossufo Momade, presidente da Renamo
Ossufo Momade, presidente da Renamo Lusa

O general Josefo de Sousa tinha sido dado como morto por uma facção guerrilheira da Renamo, mas reapareceu nesta quinta-feira. Os revoltosos exigem a demissão do líder do movimento da perdiz que acusavam de ter assassinado o brigadeiro agora reaparecido.

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Depois de ter sido supostamente assinado a mando do presidente da Renamo Ossufo Momade … o brigadeiro do antigo movimento de guerrilha Josefa de Sousa reaparece e explica o seu desaparecimento. 

José Manteigas, o Porta-voz da Renamo desfaz os equívocos e revela que o brigadeiro foi promovido.

 Josefa de Sousa explicou ainda falta de comunicação durante a sua missão partidária que terá originado todo o mal-entendido que terá gerado as notícias do seu eventual assassínio.

De Sousa explicou ainda que a sua transferência e a de dois outros brigadeiros visa organizar o processo de desmobilização e reintegração dos homens residuais da Renamo, no âmbito do processo de Desmobilização, Desmilitarização e Reintegração dos homens do principal partido da oposição em Moçambique.

Confira aqui a correspondência de Orfeu Lisboa.

Correspondência de Orfeu Lisboa

As declarações surgem depois de o líder do partido Ossufo Momade ter sido acusado por membros da própria Renamo de que teria mandado matar dois guerrilheiros da sua força política.

Este partido da oposição moçambicano exige ao executivo nacional a presença de quadros do partido no Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE).

A Renamo está por esta altura em convulsão já que os revoltosos acusam Momade de entregar nomes de familiares e amigos, sem ligação à Renamo para ocuparem cargos de chefia nas Forças Armadas de Defesa e Segurança, e isto em detrimento de oficiais que estão nas bases de guerrilha.

Os revoltosos exigem, por isso, a demissão do líder do próprio partido, garantindo que os "comandos" da Renamo vão escolher um novo presidente já a 10 ou 15 de Julho.

De recordar, que o Governo moçambicano e a Renamo negoceiam por esta altura uma paz definitiva no país, um documento que poderia ser rubricado daqui até ao mês de Agosto.

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