Acesso ao principal conteúdo
Moçambique

Guterres viu “nível de destruição” na Beira

António Guterres, Secretário-Geral da ONU, no Centro de Reassentamento de Mandruzi, distrito de Dondo. 12 de Julho de 2019.
António Guterres, Secretário-Geral da ONU, no Centro de Reassentamento de Mandruzi, distrito de Dondo. 12 de Julho de 2019. WIKUS DE WET / AFP

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse, esta sexta-feira que viu um "terrível nível de destruição e de sofrimento" na cidade moçambicana da Beira. Ao segundo dia da sua visita a Moçambique, Guterres voltou a pedir mais apoio internacional para a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth e sublinhou que a ajuda anunciada é insuficiente.

Publicidade

"Em primeiro lugar, [testemunhei] um terrível nível de destruição e de sofrimento, a destruição física, correspondente ao sofrimento humano de que as pessoas da Beira e de Moçambique foram vítimas", disse, esta sexta-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, na cidade da Beira.

O secretário-geral da ONU destacou que face à magnitude da devastação, Moçambique tem a autoridade moral para exigir ao mundo responsabilidades pelo impacto das mudanças climáticas e alertou que um estudo aponta que Moçambique será o segundo país que mais sofrerá as consequências das mudanças climáticas, o que o coloca "na linha da frente" dos alvos das calamidades naturais.

"Moçambique tem autoridade moral, sempre houve ciclones, o que nunca houve são ciclones tão frequentes, tão devastadores e isso tem a ver com alterações climáticas e Moçambique não contribui muito para as alterações climáticas", afirmou.

António Guterres voltou a pedir à comunidade internacional mais apoio para a reconstrução das infra-estruturas destruídas pelos ciclones Idai e Kenneth e indicou que a ajuda até agora anunciada é insuficiente.

"Toda a ajuda que foi até agora anunciada não é suficiente, a reconstrução vai exigir muito mais."

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em Março, provocando 604 vítimas mortais e afectando cerca de 1,8 milhões de pessoas. Em Abril, o norte do país também foi atingido por um ciclone, o Kenneth, que matou 45 pessoas e afectou outras 250.000.

Oiça aqui um excerto da sua declaração, gravado pela agência Lusa.

 

 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.