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Moçambique

Moçambique cria postos de controlo do Ébola na fronteira com Malawi e Tanzânia

Surto de ébola completa um ano na RDC. ONU pede intensificação da resposta global
Surto de ébola completa um ano na RDC. ONU pede intensificação da resposta global RFI

Moçambique está a criar postos de controlo ao longo da fronteira com o Malawi para evitar que o surto de ébola da República Democrática do Congo possa entrar no país.

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A movimentação de cidadãos oriundos de países com o surto do ébola está a deixar as autoridades moçambicanas em alerta máxima.

"É uma doença que está a surgir na região dos Grandes Lagos. Sabemos da vulnerabilidade do nosso país pela migração e leva-nos a tomar algumas precações. Os técnicos já foram capacitados para detectar o vírus", garantiu a inspectora nacional adjunta de saúde; Teresa Panguene.

Os viajantes que cheguem do Malawi são monitorizados com recurso a um scanner, afirmou o director provincial de saúde da região da Zambézia, em Moçambique, citando relatos de casos suspeitos de Ébola no Malawi, que não foram confirmados. O Malawi não tem fronteira directa com a RDC, mas com a Zâmbia e a Tanzânia, ambos vizinhos da RDC.

O ministério da Saúde moçambicano viu-se obrigado a reforçou medidas de vigilância nas fronteiras e pedem às populações, sobretudo nas províncias que fazem fronteira com a Tanzânia e com o Malawi, que prestem maior atenção.

"Na presença de qualquer mal-estar recorre a uma unidade sanitária porque o técnico dessa unidade está habilidade para fazer um diagnóstico", acrescenta a inspectora nacional adjunta de saúde

O ministério moçambicano da Saúde também está preocupado com a Dengue, apesar de Moçambique não ter registado nenhum caso destas duas epidemias.

O Ébola, um dos vírus mais letais, com uma taxa de mortalidade até 90%, está entre as poucas doenças que os governos consideram como uma ameaça à segurança nacional.

O surto actual na República Democrática do Congo, começou em Agosto de 2018, infectou mais de 2400 pessoas e matou mais de 1800, tornando-se a mais letal desde a epidemia de 2013.

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