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Moçambique

Papa Francisco chegou a Maputo

O Papa Francisco acolhido pelo Presidente moçambicano Filipe Nyusi à sua chegada a Maputo neste 4 de Setembro de 2019.
O Papa Francisco acolhido pelo Presidente moçambicano Filipe Nyusi à sua chegada a Maputo neste 4 de Setembro de 2019. Lusa

O Papa Francisco encetou hoje uma visita a Moçambique que decorre até Sexta-feira. Chegado por volta das 18h25 locais à Base Aérea de Maputo, o sumo pontífice foi acolhido na pista pelo Presidente Filipe Nysui e foi ovacionado pela multidão. Finda uma cerimónia de boas-vindas, o Papa seguiu de papamóvel por algumas artérias da capital onde o aguardavam numerosos fiéis.

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Durante esta que é a segunda visita de um papa ao país desde a deslocação em 1988 do então sumo pontífice João Paulo II, o Papa Francisco deve avistar-se amanhã com o Presidente da República, no Palácio da Ponta Vermelha, a partir de onde fará o seu primeiro pronunciamento aos moçambicanos, estando igualmente previstos encontros designadamente com responsáveis da sociedade civil. Sexta-feira, dia em que o Papa termina a sua visita ao país, será o ponto culminante com uma missa campal, no Estádio Nacional do Zimpeto. Estima-se que a missa marcada para as 10 horas deva ser seguida por umas 90 mil pessoas. Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Esta visita papal tem sido aguardada com expectativa em Moçambique. Ainda ontem, ao anunciar uma tolerância de ponto em Maputo na sexta-feira para os fiéis poderem seguir a missa campal, o Presidente Nyusi exortou todos os moçambicanos a acompanhar esta visita referindo que se trata de "um momento para celebrar e para estar juntos". No mesmo sentido, o antigo Presidente Joaquim Chissano considerou que a visita do Papa poderá "animar os moçambicanos para resolverem os seus próprios problemas".

Por coincidir com a campanha eleitoral, antes mesmo de acontecer, a perspectiva desta visita não deixou contudo de ser alvo de críticas, observadores tecendo advertências contra eventuais tentativas de aproveitamento político dessa deslocação. Também apreensivas, organizações moçambicanas e internacionais de defesa dos Direitos Humanos em Moçambique pediram hoje ao papa Francisco que se pronuncie publicamente contra os atropelos aos Direitos do Homem no país. "Estamos profundamente preocupados com a crescente intimidação e perseguição aos defensores dos direitos humanos, activistas, organizações da sociedade civil e media", disseram em carta aberta uma dezena de organizações incluindo a Amnistia Internacional.

Depois desta é que a primeira etapa da digressão do Papa Francisco pela África Austral, o sumo pontífice segue sexta-feira à tarde para Madagáscar onde é esperado no terreno da luta contra a pobreza nesta ilha corroída pela corrupção e a instabilidade política. Nas Maurícias, última etapa da sua deslocação, onde chega no dia 9 de Setembro, antevê-se que a tónica seja dada à ecologia e à convivência religiosa nesta ilha onde os cristãos representam 30% da população.

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