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Moçambique

Papa Francisco em Maputo apela à paz e à inclusão social

Pulseira a assinalar a visita do Papa Francisco a Maputo entre 4 e 6 de Setembro 201919.
Pulseira a assinalar a visita do Papa Francisco a Maputo entre 4 e 6 de Setembro 201919. REUTERS/Grant Lee Neuenburg

O Papa Francisco apelou em Maputo a uma paz duradoira e inclusiva no Palácio da Ponta Vermelha, após ter-se avistado com o Presidente Filipe Nyusi, o corpo diplomático, responsáveis políticos e representantes da sociedade civil.

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No segundo dia da sua visita a Maputo, o Sumo Pontífice incentivou também os jovens a nunca se resignarem, citando a título de exemplo, casos de sucesso como Eusébio da Silva Ferreira e Maria Lurdes Mutola, dois campeões moçambicanos de futebol e de atletismo, que nunca se resignaram perante as dificuldades no início das suas vidas.

O Estado deve edificar uma sociedade mais inclusiva exortou o Papa Francisco que cumpre nesta quinta feira (5/09) o segundo de três dias de visita a Moçambique, tendo defendido a preservação da paz e a reconciliação nacional.

"A paz não é apenas a ausência de guerra, mas o empenho incansável, especialmente daqueles que ocupam cargos de maior responsabilidade, de reconhecer, garantir e reconstruir concretamente a dignidade, tantas vezes esquecida ou ignorada de  irmãos nossos".

Uma mensagem proferida no Palácio da Ponta Vermelha no encontro que o Sumo Pontífice manteve com o Chefe de Estado Filipe Nyusi, na presença do líder da Renamo  Ossufo Momade e o do MDM  Daviz Simango, mas também de representantes dos partidos, dos órgãos de soberania, religiosos e do corpo diplomático.

No encontro com os jovens no pavilhão do Maxaquene, o teor da mensagem papal foi de apelo: "a alegria de viver se torna no melhor antídoto capaz de desmentir todos aqueles que querem vos dividir. Atentos ! Como faz falta em algumas regiões do mundo a vossa alegria de viver".

O Santo Padre apelou ainda no encontro inter-religioso os jovens a acreditarem no seu potencial, a elevarem o espírito solidário e a valorizarem os idosos.

Endereçou uma palavra de apreço às  vítimas do ciclone Kenneth e Idai e garantiu que a igreja católica vai continuar a trabalhar, para ajudar as vítimas destes fenómenos naturais, que são o resultado do descalabro ecológico.

Os dois ciclones que devastaram o centro de Moçambique causaram 649 mortos e afectaram quase 2 milhões de pessoas.

O Papa Franscisco encerrou o dia com um encontro com membros da igreja católica, reunindo bispos, catequistas e padres na Sé Catedral de Maputo.

Sexta-feira (6/09), último dia da visita papal, haverá tolerância de ponto e está prevista a partir das 10 horas locais uma missa campal no estádio do Zimpeto, em Maputo, na qual se aguardam 90.000 pessoas e que será projectada no exterior do recinto.

O Papa Francisco partirá sexta-feira por volta das 12h25' para Madagascar e segunda-feira (9/09) para as Ilhas Maurícias.

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