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Moçambique

Resultados da análise ao polémico recenseamento em Gaza só em Dezembro

Logótipo da Comissão Nacional ao NE Moçambique
Logótipo da Comissão Nacional ao NE Moçambique Roberto MATCHISSA / AFP

Só será esclarecido em Dezembro, o polémico recenseamento em Gaza, bastião da Frelimo no sul do país, onde segundo o INE foram recenseadas 300.000 pessoas maiores de 18 anos a mais do que as existentes nesta província.

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Tomou posse na passada terça-feira (3/09) a nova directora do Instituto Nacional de Estatistica - INE - Eliza Magaua, nomeada para o cargo depois da demissão do seu antecessor Rosário Fernandes, alegando "coerência e princípios" depois de se distanciar dos dados dos orgãos eleitorais sobre o recenseamento eleitoral em Gaza, efectuado com vista às eleiçoes gerais de 15 de Outubro.

A província de Gaza, no sul de Moçambique é um bastião da Frelimo e segundo os dados do INE revelados em Julho, só em 2040 serão atingidos os pouco mais de 1.1 milhão de eleitores recenseados pelo Secretariado Técnico de Administração eleitoral - STAE - e a Cominssão Nacional de Eleições - CNE.

O Centro de Integridade Pública - CIP - propos financiar uma auditoria independente a este recenseamento o que foi rejeitado pela PGR, depois de a Renamo ter exigido o mesmo a 15 de Junho último, apontando ainda irregularidades nas províncias de Nampula, Niassa, Tete e Zambézia.

O CIP e o Instituto de Estudos Sociais e Economia - IESE - publicaram estudos provando a manipulação dos dados em Gaza e a preparação da fraude eleitoral, pois tal permite dar ao partido Frelimo 370 mil votos a mais, o equivalente a 9 deputados suplementares.

Ao tomar posse a nova directora do INE Eliza Magaua indicou que estas dúvidas só serão dissipadas depois do pleito eleitoral de 15 de Dezembro, avançando mesmo "o mês de Dezembro 2019 para o fim da verificação em curso".

Em conferência de imprensa esta quarta-feira (4/09) e reagindo a estas declarações, Venâncio Mondlane mandatário da Renamo, considerou que "este pronunciamento da nova presidente do INE representa uma espécie de declaração de guerra...sãodeclarações extremamente tristes [e fala] de cumplicidade entre a PGR e a CNE".

A Renamo, principal partido da oposição, além de ter apresentado uma queixa crime junto da PGR exigiu a demissão do director do STAE, alegando a preparação da fraude eleitoral.

Também Daviz Simango, líder do MDM, a terceira força política em Moçambique fala de "má fé" por parte dos agentes do STAE e qualifica a nova directora do INE Eliza Magaua de "lambe botas".

Com a colaboração de Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo.

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