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Conferência de doadores do Afeganistão começa em Cabul

Chegada de delegação dos Emirados Árabes Unidos para conferência de Cabul.
Chegada de delegação dos Emirados Árabes Unidos para conferência de Cabul. Reuters

A mais importante conferência de doadores para a reconstrução do Afeganistão foi aberta na manhã desta terça-feira, em Cabul, sob um forte dispositivo de segurança. O encontro, presidido pelo presidente afegão, Hamid Karzai, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, reúne representantes de 70 países e organizações internacionais. Pelo menos 40 ministros das Relações Exteriores estão presentes para discutir uma saída para a guerra mais impopular da atualidade.

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Na abertura dos debates, em Cabul, o presidente afegão, Hamid Karzai, declarou que seu governo quer assumir a segurança do país até 2014. Karzai aprovou a decisão dos aliados e principalmente dos Estados Unidos de transferir 50% da ajuda financeira ao país diretamente para o orçamento do Estado nos próximos dois anos. Desde o início da intervenção militar, em 2001, somente 20% dos 40 bilhões de dólares da ajuda prometida ao Afeganistão passaram pelos canais governamentais, gangrenados pela corrupção.

Os aliados querem retirar os 150 mil soldados estrangeiros sob comando da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) o mais rapidamente possível, mas, para isso, o governo afegão deve dominar os extremistas islâmicos talibãs e desenvolver a economia do país. E o problema está justamente neste ponto. Após 9 anos de guerra contra os rebeldes e seus aliados da Al Qaeda, a resistência talibã está mais forte do que nunca.

O risco é grande, mas, como disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o “processo de transição é importante demais para ser adiado indefinidamente”. O presidente dos EUA, Barack Obama, marcou para julho de 2011 o início da retirada das tropas americanas. Em seu discurso na conferência, Clinton disse que esta data representa o início de uma nova fase, não o fim da implicação americana na solução do conflito.

O Reino Unido, segundo maior contingente estrangeiro no Afeganistão, quer organizar o retorno de suas tropas antes das próximas eleições, em 2015. O chanceler francês, Bernard Kouchner, lembrou que a reintegração dos talibãs no processo democrático afegão, isto é, participando das próximas eleições legislativas, em setembro, é fundamental. A França reafirmou a promessa do presidente Nicolas Sarkozy de ficar no Afeganistão o tempo que for necessário para restabelecer a paz.
 

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