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Japão/Terremoto

Japão lança megaoperação para resgatar vítimas da catástrofe

Funcionarios japoneses limpam a região de Sendai, atingida pelo terremoto e tsunami.
Funcionarios japoneses limpam a região de Sendai, atingida pelo terremoto e tsunami. Reuters

Três semanas após o terremoto de 9 na escala Richter e do tsunami com ondas de até 10 metros que atingiram a região nordeste do Japão, os exércitos japonês e americano lançaram nesta sexta-feira uma grande campanha para o resgate de vítimas da tragédia. Mas os altos índices de radiação impedem a busca de vítimas em torno na usina nuclear de Fukushima.

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Cerca de 25 mil soldados, sendo 17 mil japoneses e 7 mil americanos, participam da operação que conta com o apoio de 120 aviões e helicópteros e 65 navios. Segundo o último balanço oficial, a tragédia deixou mais de 11.500 mortos e mais de 16 mil pessoas continuam desaparecidas.

O responsável pelas forças de autodefesa do Japão indica que o trabalho vai ser concentrado na região costeira, nos deltas dos rios e nas cidades que foram inundadas pelo tsunami. Há estimativas de que pelo menos mil corpos estão espalhados nos arredores da central nuclear de Fukushima, mas as buscas não foram autorizadas em uma distância inferior a 30 quilômetros da usina porque o nível de radioatividade é considerado muito alto.

As autoridades tinham previsto transportar os corpos fora da zona de exclusão de 20 quilômetros, mas abandonaram o projeto por causa dos riscos de exposição aos altos índices de radiação. A descontaminação dos corpos no local poderia dificultar a identificação e entregá-los como estão às famílias poderia provocar uma poluição radioativa em caso de cremação.

Na noite de quinta-feira, a Tepco, empresa que administra a central de Fukushima, informou que iodo radioativo 131 foi descoberto no lençol freático localizado a 15 metros do reator número 1 da usina. A taxa encontrada, de 430 becquerels por centímetro cúbico, é 10 mil vezes acima do limite legal.

Nova polêmica

A informação provocou nova confusão. A Agência de segurança nuclear do Japão acusou a empresa Tepco de ter se enganado mais uma vez na estimativa de contaminação. Segundo a Agência, há uma forte probabilidade de que os lençóis freáticos apresentem um nível de radioatividade anormal, mas não indicou se a taxa seria maior ou menor do que a indicada pela Tepco.

A Agência também pediu hoje à empresa para recalcular a radioatividade no mar que fica próximo à central nuclear. A presença de água com forte índice de radiação é um dos maiores obstáculos para que os equipamentos da central voltem a operar, especialmente os sistemas de resfriamento. Especialistas franceses foram enviados ao Japão para aconselhar os técnicos no local a estocar e descontaminar a água radioativa.
 

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