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Iêmen/ ataque

Presidente do Iêmen e outros políticos ficam feridos em ataque

Protestos diários contra o governo iemenita pedem a saída do presidente Ali Abdallah Saleh.
Protestos diários contra o governo iemenita pedem a saída do presidente Ali Abdallah Saleh. Reuters

Ali Abdallah Saleh, em um breve depoimento em áudio transmitido pela TV iêmenita, nesta sexta-feira à noite, disse que estava passando bem. Um ataque de morteiros contra uma mesquita do palácio presidencial do Iêmen, em Sanaa, feriu o presidente, o primeiro-ministro, Ali Mohamed Moujawar, e o presidente do Parlamento pela manhã. Pelos menos 155 pessoas morreram durante os confrontos nos país nos últimos dez dias. A Síria também viveu um sexta-feira de protestos, onde algumas manifestações reuniram mais de 50 mil pessoas.

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Dezenas de pessoas ficaram feridas e houve mortos, mas o balanço do atentado – ocorrido em pleno momento de orações - ainda não foi divulgado. Quatro oficiais da Guarda Republicana morreram no ataque.
A televisão da oposição ao governo, Souhail TV, chegou a noticiar a morte de Saleh, mas a rede Al Arabia nega que o presidente tenha morrido, citando uma fonte do governo. Pelo menos dois morteiros atingiram a mesquita.

“O primeiro-ministro e o presidente do Parlamento, assim como várias outras personalidades políticas que participavam das orações de sexta-feira na mesquita do Palácio Presidencial, ficaram feridos por tiros de morteiros”, declarou Tarek Chami, porta-voz do partido governista, Congresso Popular Geral. O vice-primeiro-ministro para assuntos de Defesa e Segurança, Rached Mohammed al-Alimi, ficou gravemente ferido e foi hospitalizado. O presidente do Parlamento está em estado “crítico”, conforme a Al-Arabia.

Chami acusou o chefe da tribo dos Hached, xeique Sadek al-Ahmar, de estar por trás dos ataques. Essa tribo está em guerra contra as forças do governo em um bairro ao norte de Sanaa. “Os al-Ahmar ultrapassaram todas os limites”, disse o porta-voz.

Há 10 dias, os conflitos no Iêmen entraram em uma espiral ainda mais violenta, com a morte de pelo menos 155 pessoas. Os manifestantes pedem a saída de Saleh, no poder há 33 anos. Os confrontos, iniciados em janeiro, já provocaram pelo menos 370 vítimas fatais.

Protestos na Síria

Na Síria, mais de 50 mil pessoas manifestaram contra o regime em Hama, no centro do país, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos. O protesto foi contido a tiros pelas forças do governo do presidente Bachar al-Assad e ao menos oito pessoas foram mortas.

“Foi a maior manifestação em Hama desde o início do movimento de contestação, na metade de março”, disse Rami Abdel-Rahmane, diretor da associação, instalada em Londres, no Reino Unido. Rahmane informou que “várias pessoas” foram atingidas pelos disparos, mas não indicou um número de feridos.

Outras manifestações foram registradas em diversas outras cidades do país, como vem acontecendo em todas as sextas-feiras, o principal dia de rezas para os muçulmanos. A capital, Damas, também foi alvo de protestos, que reuniram pelo menos 3 mil pessoas.

Em 1982, em Hama, uma repressão a protestos de insurgentes contra o regime de Hafez al-Assad, pai do atual presidente, provocou a morte 20 mil sírios.
 

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