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Líbia/Transição

A expectativa é grande para a Conferência dos Amigos da Líbia em Paris

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu quarta-feira 24 de agosto, o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT), o líbio Mahmoud Jibril.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, recebeu quarta-feira 24 de agosto, o primeiro-ministro do Conselho Nacional de Transição (CNT), o líbio Mahmoud Jibril. REUTERS/Philippe Wojazer

A Conferência dos Amigos da Líbia deverá reunir amanhã, 1° de setembro, em Paris, mais de 60 delegações internacionais para discutir a transição líbia. Convidados, China e Brasil vão enviar representantes.

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A China confirmou hoje que vai participar com a presença de seu vice-ministro das Relações Exteriores. Ele será um "observador" do encontro que é co-presidido pelo presidente Sarkozy e o premiê britânico David Cameron. Os chineses ainda não reconhecem oficialmente o Conselho Nacional de Transição, órgão político dos rebeldes, considerado por Pequim apenas como um interlocutor importante.

O Brasil também não reconheceu ainda o CNT e deve enviar um representante para a reunião, mas não o chanceler Antônio Patriota. O nome ainda não foi divulgado, mas o país poderia ser representado pelo embaixador brasileiro no Egito, Cesário Melantonio Neto, que articula atualmente com a oposição líbia, ou pelo subsecretário-geral do Departamento de África e Oriente, Paulo Cordeiro.

Brasil e China e outros 2 países que compõem do grupo do Brics, Rússia, Índia e África do Sul, devem discutir durante a reunião em Paris uma posição comum sobre a Líbia.

Bens líbios desbloqueados

Graças a um acordo com a China o Conselho de Segurança da ONU autorizou ontem a Grã-Bretanha a desbloquear cerca de 1,6 bilhão de dólares de bens da Líbia congelados no país. O governo britânico promete enviar os recursos para levar ajuda humanitária à Trípoli, ajudar o setor bancário, pagar salários do funcionalismo e injetar dinheiro na economia do país.

Depois de Londres, Paris e Berlim também aguardam o sinal verde da ONU. A Alemanha pretende liberar 1, 4 bilhão de dólares e a França pediu hoje ao comitê de sanções das Nações Unidas para desbloquear 1,5 bilhões dos 7,6 bilhões de euros de bens da Líbia congelados no país.

Os rebeldes se preparam para retomar as exportações de petróleo e prometer reativar a produção dos poços nos próximos dias.
 

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