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Natal/ Belém

Em meio a revoluções, peregrinos comemoram Natal na Terra Santa

O arcebispo de Jerusalém, Fouad Twal, é recebido pela multidão em Belém.
O arcebispo de Jerusalém, Fouad Twal, é recebido pela multidão em Belém. REUTERS/Ammar Awad

Cristãos do mundo inteiro começaram a comemorar hoje o Natal na Terra Santa, apesar da instabilidade na região, onde as revoltas populares da chamada Primavera Árabe ameaçam a segurança das minorias cristãs. Dezenas de milhares de peregrinos convergiram desde o inicio da manhã para a cidade de Belém, decorada com guirlandas, banners branco e amarelo do Vaticano e bandeiras palestinas.

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O patriarca latino de Jerusalém, arcebispo Fouad Twal – a maior autoridade católica romana na Terra Santa – entrou solenemente na cidade-natal de Jesus Cristo, onde à noite deve celebrar a tradicional missa natalina, na igreja Santa Catarina. O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, estará presente.

A colorida procissão se transformou em uma festa popular palestina. A época do Natal é a principal atração turística da Cisjordânia: 50 mil visitantes são esperados em Belém neste final de semana, de acordo com o ministro palestino do Turismo, Khouloud Daibess. Um imenso pinheiro de Natal decora a praça em frente à Basílica da Natividade. No ano passado, a cidade recebeu quase 1,5 milhões de turistas e peregrinos e a Terra Santa teve a visita de mais de 3 milhões, um recorde.

Mas apesar da calma, a igreja católica se mostra preocupada com a segurança dos cristãos da região e com a ascensão dos partidos islâmicos em todos os países que promovem revoluções contra as ditaduras.

“Sempre defendi a mudança para mais democracia e liberdade. Até mesmo defendi que os cristãos não se excluam destes movimentos. Dito isso, desejo arduamente que sejam respeitados os direitos humanos e a dignidade de cada um”, disse o arcebispo, em seus votos de Natal. “Desejo que as autoridades competentes possam fazer de tudo para acalmar os espíritos sem violência e proteger as minorias, que são parte integrante destes povos”, clamou.
 

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