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Síria/Crise política

Fracassa acordo para retirada de feridos de Homs

Não houve acordo neste sábado para a retirada de mais feridos da cidade de Homs, no centro da Síria. Ontem, durante uma trégua dos bombardeios ao bairro rebelde de Baba Amr, a Cruz Vermelha Internacional e o Crescente Vermelho Árabe conseguiram transportar 27 feridos e doentes para um hospital próximo. Dois jornalistas estrangeiros feridos na quarta-feira não puderam ser evacuados.

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Os bombardeios desta sexta-feira e sábado mataram 110 pessoas em Homs, a maioria civis. A situação no bairro rebelde de Baba Amr segue dramática. Falta comida, água, eletricidade e atendimento médico aos moradores bloqueados há 21 dias em casa, desde que o regime lançou uma ofensiva destinada a massacrar a rebelião e membros do Exército Sírio Livre baseados no bairro.

A Cruz Vermelha Internacional e o Crescente Vermelho Árabe têm tentado nogociar um cessar-fogo de duas horas por dia para retirar os feridos, mas as autoridades sírias rejeitam a trégua. Os dois jornalistas estrangeiros, um britânico e uma francesa, atingidos na quarta-feira no bombardeio que matou a jornalista americana Marie Colvin, 55 anos, e o fotojornalista francês Rémi Ochlik, 28 anos, ainda não puderam ser evacuados. Como é comum acontecer nesse tipo de conflito, os dois jornalistas ocidentais se tornaram trunfos em poder do regime.

O Irã, principal aliado regional de Damasco, reafirmou neste sábado sua oposição a uma intervenção militar na Síria. Teerã também negou estar enviando armas ao país vizinho.

Ontem, por falta de mecanismos de coerção mais contundentes contra o regime de Bashar al-Assad, a conferência de "Amigos da Síria", realizada na Tunísia, terminou com um apelo para que a oposição síria se reúna em torno do Conselho Nacional Sírio, a exemplo do que aconteceu na Líbia. Durante a conferência, que contou com representantes de 50 países, o presidente da Tunísia, Moncef Marzouki, pediu a criação de uma "força árabe" na Síria e propôs um eventual exílio de al-Assad na Rússia.

Segundo o presidente tunisiano, a situação na Síria exige uma intervenção da Liga Árabe, com a instauração de uma força "para preservar a paz e a segurança, e para acompanhar os esforços diplomáticos que serão feitos para convencer Bashar al-Assad a deixar o poder", declarou. Marzouki também pediu que o presidente e sua família tenham direito à imunidade judiciária, e sugeriu um eventual exílio na Rússia. Os russos e chineses, que votaram contra a resolução condenando a Síria no Conselho de Segurança da ONU, boicotaram o encontro.

O chanceler francês, Alain Juppé, propõe a criação de corredores humanitários. A comunidade internacional também não descarta a criação de zonas de segurança nas fronteiras do país. O porta-voz do Conselho Nacional Sírio, Basma Kodmani, sugeriu a abertura de passagens no Líbano, na Jordânia e Turquia.

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