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EUA/ Rússia

Obama e Medvedev sofrem críticas após conversa vazar

O presidente americano, Barack Obama, e o presidente russo, Dimitri Medvedev, trocam aperto de mão durante a Cúpula de Energia Nuclear em Seul nesta terça-feira.
O presidente americano, Barack Obama, e o presidente russo, Dimitri Medvedev, trocam aperto de mão durante a Cúpula de Energia Nuclear em Seul nesta terça-feira. REUTERS/Jin Sung-Chul/Yonhap

Os presidentes americano, Barack Obama, e russo, Dimitri Medvedev, sofrem hoje as consequências de uma conversa privada entre os dois ter vazado no microfone de Obama, enquanto aguardavam o início de um pronunciamento em Seul, onde participam de uma cúpula de segurança nuclear. Se, nos Estados Unidos, os adversários republicanos não perderam a oportunidade de criticar o presidente e candidato à reeleição, em novembro, na Rússia blogs e redes sociais repercutem a suposta fraqueza política de Medvedev.

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Segundo jornalistas presentes no encontro entre os líderes, à margem da cúpula sobre segurança nuclear na capital sul-coreana, Obama teria pedido a Medvedev que desse "espaço" para ele, em particular sobre a questão do escudo antimísseis na Europa. Um microfone teria ficado ligado e transmitido o diálogo para a sala onde estavam os repórteres. “É a minha última eleição. Depois da minha eleição, terei mais flexibilidade”, teria afirmado Obama. O colega russo respondeu que “transmitirá [a mensagem] a Vladimir” - em referência ao presidente eleito na votação realizada em março, Vladimir Putin, que assume o posto em maio.

Em Moscou – onde analistas afirmam que Medvedev jamais saiu da sombra de Putin -, um dos principais representantes da oposição russa, Alexei Navalny, ironizou a conversa e pediu hoje aos internautas que respondam a todos os questionamentos com a frase “eu vou transmitir a Vladimir”. “A Vladimir” se transformou em uma das palavras mais usadas em redes como Twitter e Facebook, enquanto as pessoas brincam de enviar umas às outras mensagens de celular perguntando se “tem alguma coisa para transmitir a Vladimir”.

Medvedev reagiu às ironias afirmando que “não havia nenhum segredo nas conversas” vazadas. “Durante uma hora e meia, nós evocamos diferentes temas, inclusive defesa antimísseis. Não há nada de surpreendente no fato de ser mais difícil de resolver alguns problemas em uma certa situação política do que em outra”, argumentou. “Há momentos bons para resolver uma questão política e outros menos bons.”

Nos Estados Unidos, a polêmica invadiu a campanha eleitoral. Os republicanos acusam Obama de ter uma dupla atuação em relação à Rússia. Segundo o favorito dos republicanos para enfrentar Obama nas eleições dia 6 de novembro, Mitt Romney, "o presidente deu a entender que se submeterá à Rússia na questão da defesa antimísseis, mas os americanos têm direito de saber em que outros assuntos ele pretende ser 'flexível' durante um eventual segundo mandato".

A Casa Branca procurou minimizar o alcance desta conversa. O conselheiro adjunto para a Segurança Nacional de Obama, Ben Rhodes, lembrou que "já que 2012 é um ano eleitoral nos dois países (...) certamente não será um ano durante o qual faremos grandes avanços" em questões difíceis.
 

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