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Síria/ violência

Síria diz cumprir plano de paz, mas oposição denuncia bombardeios

O distrito de Inshaat totalmente destruído, na cidade de Homs, núcleo da resistência ao governo de al-Assad, em foto desta terça-feira.
O distrito de Inshaat totalmente destruído, na cidade de Homs, núcleo da resistência ao governo de al-Assad, em foto desta terça-feira. REUTERS/Shaam News Network/Handout

Hoje é a data estabelecida para a entrada em vigor do cessar-fogo fixado pela ONU, após negociações com o regime do presidente Bashar al-Assad. O chanceler russo, Serguei Lavrov, disse que as autoridades sírias anunciaram ter iniciado a aplicação do plano. Mas segundo organizações não governamentais e militantes, as forças governamentais continuam os bombardeios e a repressão aos opositores.

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Em Moscou, o ministro sírio das Relações Exteriores, Waldi Muallem, relatou que as tropas já começaram a deixar algumas províncias e o cessar-fogo deve entrar em vigor com a chegada de observadores internacionais da ONU. Lavrov, entretanto, ressaltou que o regime sírio deveria ser “mais ativo e firme” na aplicação do plano.

Enquanto isso, o Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirma que as forças do regime bombardearam diversas cidades opositoras, como Maleh, Homs, Hama e Duma, e pelo menos seis soldados já foram mortos hoje. Os ataques começaram ontem à noite. A ONG, uma das poucas fontes de informação não oficial na Síria, garante que nenhuma retirada de tropas das ruas foi realizada até agora, apesar de essa ser uma das exigências do plano de paz elaborado pelo enviado da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan.

O plano foi aceito pelo presidente Bashar al-Assad em 2 abril, mas depois o ditador exigiu que a oposição desse o primeiro passo no fim das violências. O acerto deveria começar a ser aplicado no máximo até hoje, e prevê um cessar-fogo completo até quinta-feira no país. A China, outra aliada de Al-Assad junto com a Rússia, pediu hoje que "todas as partes" cumpram "imediatamente" o plano de paz.

Tensão aumenta com a Turquia

Nesta manhã, Kofi Annan visita um campo de refugiados sírios na fronteira com a Turquia, um dia depois de tiros vindos da Síria ferirem um tradutor e um policial turcos e quatro sírios. O episódio aumentou a tensão entre os dois países: o premiê turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que a agressão consistiu “uma clara violação” da fronteira, e prometeu “tomar as medidas necessárias” em acordo com as leis internacionais.

Esta foi a primeira vez que tiros vindos da Síria atingiram alvos no campo de refugiados, que já abriga 25 mil refugiados na Turquia. Devido à crise, o ministro turco das Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, interrompeu a viagem que fazia com Erdogan à China e retorna hoje a Ancara. Ontem, Davutoglu conversou sobre o incidente com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Estados Unidos, Reino Unido, China, Rússia e França.

Ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou um último apelo pelo fim dos ataques contra civis sírios, depois que 105 pessoas serem mortas nesta segunda-feira.
 

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