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Síria/ violência

Oposição síria pede mais ação da ONU para conter bombardeios

Oposição síria realizou manifestação pedindo apoio internacional para conter a violência.
Oposição síria realizou manifestação pedindo apoio internacional para conter a violência. REUTERS/Shaam News Network/Handout

A oposição síria pediu neste sábado uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU depois que as forças do regime bombardearam a região de Hula (centro) e provocaram a morte de pelo menos 90 pessoas, incluindo 25 crianças. Os observadores da ONU que verificam a situação no país foram hoje à cidade, enquanto novos bombardeios foram constatados em Homs.

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No momento em que a trégua negociada há um mês e meio é violada diariamente, o emissário internacional da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, se prepara para viajar à Síria no início da próxima semana. Mais de 90 civis morreram desde sexta-feira nos bombardeios do Exército sírio contra Hula, na província de Homs, anunciou o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

“Os observadores da ONU chegaram para verificar os crimes realizados nas últimas 24 horas, as violações do cessar-fogo, o massacre”, disse o diretor do OSDH. “Barulhos de novas explosões e tiros foram ouvidos no momento desta visita”, contou Rahman. Segundo ele, os observadores teriam se negado a atender ao pedido dos habitantes para que permanecessem na cidade enquanto realizam o enterro dos mortos de ontem. “Eles queriam realizar os funerais sem receber novos tiros”, explicou.

Os bombardeios começaram ao meio-dia de sexta-feira contra os subúrbios de Hula, em particular contra as localidades de Taldo, zona sul da cidade, e Tibeh, zona oeste, e prosseguiram durante a madrugada. Neste sábado, muitos habitantes de Tibeh e Taldo fugiam para a área central de Hula pelo temor de novos ataques.

O OSDH denunciou a inércia da comunidade internacional e da Liga Árabe, que chamou de "cúmplices do regime sírio no massacre de Hula". Na sexta-feira, Abdel Rahman questionou o papel dos observadores da ONU mobilizados desde abril para controlar um cessar-fogo amplamente ignorado. "Desde meio-dia falamos dos bombardeios e nenhum dos observadores instalados em Homs se mexeu", afirmou.

Segundo o OSDH, mais de 100 pessoas morreram em ações das forças do regime de Bashar al-Assad desde sexta-feira, dia que registrou importantes manifestações contra o governo em todo o país, em particular em Aleppo, segunda maior cidade da Síria. Neste sábado, conforme a oposição, novos bombardeios acontecem na cidade de Homs, foco da contestação do regime de al-Assad, e 18 pessoas já foram mortas em todo o país.
 

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