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Egito/Eleição

Incêndio destrói comitê de militar candidato à presidência do Egito

Manifestantes egípcios gritam slogans contra os candidatos Mohamed Mursi e Ahmed Chafiq na praça Tahrir, no Cairo, nesta segunda-feira.
Manifestantes egípcios gritam slogans contra os candidatos Mohamed Mursi e Ahmed Chafiq na praça Tahrir, no Cairo, nesta segunda-feira. REUTERS/Mohammed Salem

Tensão no Egito após a confirmação oficial dos dois finalistas ao segundo turno das eleições presidenciais. O comitê de campanha do candidato Ahmad Chafik, general e ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, foi incendiado por manifestantes pró-revolução na noite desta segunda-feira. Chafik, que obteve 23,6% no primeiro turno, vai desafiar o islâmico Mursi, vencedor com 24,7% dos votos.

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Desde o anúncio oficial dos resultados e a decisão da Comissão Eleitoral de rejeitar qualquer recurso por considerar que não houve fraude na votação, milhares de egípcios saíram nas ruas das principais cidades do país. Na praça Tahrir, no centro do Cairo, os revolucionários foram apedrejados por desconhecidos. Mas eles insistem no ideal reformista da revolução e se recusam a escolher para presidente entre um candidato islâmico conservador e um militar, símbolo do antigo regime.

Sentindo-se traídos e sem poder para comprovar fraudes, os revolucionários denunciam uma eleição dominada pelo clientelismo. Em regiões pobres do norte do país, habitantes teriam recebido 1 dólar - o que no Egito pode ser muito dinheiro - para votar.

A candidatura do ex-premiê Ahmad Chafik, segundo colocado no primeiro turno, é particularmente contestada. No dia 11 de junho, cinco dias antes do segundo turno, a justiça egípcia deverá dar seu parecer sobre uma lei que impede ex-dirigentes do regime de Hosni Mubarak de disputar eleições.

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