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China/Protestos

Repressão de estudantes na Praça da Paz Celestial completa 23 anos

Pedestres aguardam na fila para passr por um posto de controle antes de entrar na Praça da Paz Celestial, em Pequim.
Pedestres aguardam na fila para passr por um posto de controle antes de entrar na Praça da Paz Celestial, em Pequim. Reuters

Militantes de defesa dos Direitos Humanos foram detidos por ocasião da celebração dos 23 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, quando o governo chinês reprimiu com violência um protesto estudantil que teve repercussão mundial. Neste ambiente de tensão para o regime comunista, as autoridades chinesas criticaram um apelo feito por Washington para que fossem libertados os manifestantes presos durante os protestos de 1989 e que ainda permanecem nas prisões.

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De Janaína Silveira, correspondente da Rádio França Internacional, em Pequim,

A segunda-feira lembra o massacre da Paz Celestial, ocorrido em 1989 em Pequim, quando o governo chinês ordenou intervenção militar para conter um protesto estudantil, que já se arrastava por quase dois meses.

O resultado foi um número até hoje incerto de mortos - algo entre centenas e millhares - muita gente perseguida e presa. Até hoje, o tema é proibido na sociedade chinesa. A luta pró-democrática teve pouco efeito no que diz respeito à conquista da liberdade de expressão.

Em Hong Kong, está marcado um protesto ao fim do dia, e a expectativa é de que milharess de pessoas participem da vigília, a ser realizada com velas. Já na parte continental do país, sob poder direto do Partido Comunista, até mesmo o Sina Weibo, a versão mais popular do Twitter no país, baniu ícones representando velas.

O objetivo é barrar qualquer mobilização via internet, onde estão proibidas buscas por termos como 4 de junho, ou "nunca esqueça".

Na Praça, palco dos eventos em 1989, o movimento é tranquilo e não há sinais de que a segurança, já forte na região, tenha sido ampliada.

A China vive um período de forte repressão, às vésperas da troca de comando do país, cujos líderes devem ser anunciados em outubro ou novembro. O caso mais recente é o do ativista cego Chen Guangcheng, que garantiu visto para os Estados Unidos após buscar refúgio na embaixada norte-americana em Pequim e sucessivas negociações entre os dois governos.
 

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