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EUA/Laos

No Laos, Hillary Clinton pede cancelamento de obra no Mékong

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o premiê do Laos, Thongsing Thammavong, durante encontro desta quarta-feira.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e o premiê do Laos, Thongsing Thammavong, durante encontro desta quarta-feira. REUTERS/Kham Phan Lasamouth

A secretária de estado americana Hillary Clinton chegou nesta quarta-feira ao Laos para uma visita relâmpago. O objetivo é reforçar e apronfundar as relações com o país, e também discutir um projeto de construção de uma barragem no rio Mékong. Esta é a primeira visita de Clinton ao país em 57 anos.

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A secretária de Estado americana ficou apenas quatro horas no país e se encontrou com o primeiro-ministro Thongsing Thammavong. Em seguida, ela embarcou para o Camboja, onde participa de uma reunião sobre segurança regional. A viagem de Hillary Clinton ao Laos é simbólica. O país recebeu o maior número de bombas por habitante quando a guerra do Vietnã atingiu seu território, entre 1964 e 1973. Os artefatos que não explodiram continuam a fazer vítimas.

Os dois países chegaram a um acordo nesta quarta-feira para melhorar e facilitar as buscas por cadáveres de soldados americanos que desaparecem durante os combates e buscar uma solução para diminuir os acidentes com as munições que continuam entrerradas no território, de acordo com uma declaração comum, divulgada depois do encontro. Também falou-se sobre a possibilidade da entrada do Laos na OMC (Organização Mundial do Comércio.)

Hillary Clinton também se encontrou com o chanceler Thongloun Sisoulith, que a havia convidado a visitar o país durante uma viagem aos EUA em 2010, a primeira de um responsável desde 1975, quando o país se tornou comunista.

EUA quer moratória em barragem no Mekong

Durante a visita, a secretária de Estado Americana também abordou a questão da construção da hidrelétrica de Xayaburi, um projeto orçado em 3,8 bilhões de dólares . No ano passado, a chefe da diplomacia Americana pediu uma moratória da obra, que atingirá 60 milhões de habitantes que moram perto do Mekong, e afetaria a economia, o transporte e a alimentação da população. O Vietnã e o Camboja também temem uma queda no estoque de peixe e sedimentos.
 

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