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Síria/Conflito

Exército sírio prepara ataque final contra Homs

O regime sírio continua atacando os rebeldes nas cidades de Aleppo e Homs
O regime sírio continua atacando os rebeldes nas cidades de Aleppo e Homs REUTERS/Shaam News Network/Handout

O exército sírio se prepara para lançar a ofensiva final contra Homs e outras cidades da província para sufocar os opositores do presidente Bashar al -Assad. A informação foi divulgada hoje por um jornal próximo do regime.  No plano diplomático, a Arábia Saudita abandonou o grupo de contato para a Síria.

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Com a colaboração de Karina Hermesindo, correspondente da RFI em Abu Dhabi.

Homs, chamada de "capital da oposição", poderá ser declarada uma província segura dentro de algumas horas ou nos próximos dias diante do avanço dos militares, afirma o jornal Al-Watan. Os setores ainda controlados pelos rebeldes em Homs têm sido alvos de bombardeios nos últimos cinco dias.

Segundo o observatório sírio de Defesa dos Direitos Humanos, o exército lança ataques contra diversos bairros onde milhares de civis estão refugiados. Nesta quarta-feira, o Observatório já lançou morteiros contra o centro antigo da cidade e nos locais onde os rebeldes estão entrincheirados.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha tenta em vão, entrar em Homs para socorrer as vítimas dos combates. E o Conselho Nacional Sírio principal grupo de oposição ao regime no exílio, anuncia que em breve deve se instalar na Síria. É uma questão de dias, disse à agência de imprensa AFP, o responsável político do Conselho. Os combates intensos também continuam em outras regiões do país.

O grupo de contato para a Síria à beira da implosão

A Arábia Saudita deixou o grupo de contato para a Síria, uma iniciativa do presidente egípcio Mohammad Mursi, para solucionar o conflito sírio. A decisão foi tomada porque a Arábia Saudita não concorda que o Irã também faça parte do grupo, já que o pais persa tem sido acusado de ajudar a armar o governo de Bashar al-Assad. A Turquia também ameaça deixar o grupo, caso os ataques do governo sírio na fronteira turca não cessem.

Sem a Arábia Saudita e a Turquia, o grupo de contato para a Síria deve acabar, já que restarão apenas Egito e Irã. Seria mais um fracasso dos países árabes na tentativa de solucionar a crise na Síria que divide a região.
O ministro do exterior dos Emirados Árabes Unidos, o xeque Abdullah Bin Zayed, disse ontem que os árabes não foram capazes de conter o governo de Bashar al-Assad. “Agora é a vez de a comunidade internacional intervir o mais rápido possível para evitar que a crise se espalhe na região”, alertou o ministro.

A posição dos Emirados Árabes Unidos é contrária política de seu vizinho, o Catar, que tem se empenhado ativamente em derrubar o governo sírio. O Catar quer a ajuda da comunidade internacional, mas não quer transferir para eles a solução do conflito na Síria.

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