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Igreja Católica/Israel

Bispos católicos protestam contra muros israelenses na Cisjordânia

Região ao sul de Jerusalém onde está prevista a construção de muro israelense
Região ao sul de Jerusalém onde está prevista a construção de muro israelense REUTERS/Ammar Awad

Uma delegação de bispos católicos romanos, representando assembléias da América do Norte e da Europa, denunciaram, nesta quinta, em Jerusalém, a "injustiça" das barreiras de separação de Israel na Cisjordânia.

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Os religiosos participam de uma reunião anual, a Coordenação dos Bispos para a Terra, que foi encerrada nesta quinta-feira. Os bispos encontraram os cristãos residentes em Gaza, Belém, na Jordânia e na cidade de Beit Jala (Cisjordânia). "Nós ouvimos falar de batalhas jurídicas por parte dos moradores da região de Belém, para proteger suas terras e as instituições religiosas locais. Além disso, ouvimos falar da injusta construção de barreiras de segurança por parte de Israel", protestou o grupo de religiosos.

"Nós nos compremetemos a lutar para que os governos locais impeçam uma tal injustiça", concluiu o texto publicado pelos bispos. A comissão foi enviada pelo Vaticano para elaborar um relatório sobre os problemas vividos pela Igreja Católica nesta região marcada por tensões religiosas e políticas.

Há mais de um século, a comunidade cristã na região de Belém cultiva vinhedos, que produzem vinhos utilizados nas missas celebradas na Terra Santa. Mas a construção do muro israelense, batizado pelos palestinos como "Muro do Apartheid", prevê a separação dos famosos vinhedos, que se situariam do lado israelense após o final da construção. Os palestinos também argumentam que o traçado do muro tem o objetivo de tomar as suas terras. Eles acusam Israel de programar a anexação de zonas limítrofes de Belém, com o intuito de separar a cidade da vizinha Jerusalém, distante somente cinco quilômetros.

Os dirigentes israelenses defendem a construção, iniciada em 2002. Segundo eles, o muro tem o objetivo de impedir a entrada de grupos armados palestinos no território do Estado Hebreu. Em 2004, a Corte Internacional de Justiça julgou ilegal a construção do muro e exigiu a sua destruição.

 

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