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Coreia do Norte/diálogo

Depois de ameaças, Coreia do Norte e Coreia do Sul iniciam retomada do diálogo

A delegação sul-coreana recebe a delegação do norte em Panmunjeom, neste domingo 2013.
A delegação sul-coreana recebe a delegação do norte em Panmunjeom, neste domingo 2013. EUTERS/Unification Ministry/Handout

Representantes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul se reuniram neste domingo (09) pela manhã na cidade de Panmunjon, na fronteira, na tentativa de retomar o diálogo depois de meses de tensão e ameaças por parte Pyongyang. O encontro, o primeiro em dois anos, visa preparar uma possível reunião bilateral, cuja data poderá ser fixada ainda nesta semana.

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A iniciativa do encontro foi dos norte-coreanos, apesar das ameaças de ataque nuclear aos Estados Unidos e aos vizinhos sul-coreanos e de meses de tensão. Umas das primeiras medidas foi o reestabelecimento, nesta sexta-feira, da linha telefônica de urgência com os sul-coreanos, que havia sido cortada em março.

As discussões deste domingo aconteceram no mesmo local onde foi assinado o armistício que colocou fim ao conflito entre as duas Coreias, em 1953, e durou cerca de duas horas. Segundo o porta-voz do Ministério da Unificação, Kim Hyung-Seok, os dois chefes das duas delegações se encontraram mais uma vez à tarde para novas consultas. "A atmosfera geral foi calma, e a conversa aconteceu sem provocações", declarou. Lembrando que, tecnicamente, os dois países continuam em guerra, já que não assinaram um tratado de paz.

Os representantes definiram o local e as datas da primeira reunião em nível ministerial, que poderá acontecer ainda nesta quarta-feira em Seul, e também falaram sobre questões consideradas urgentes pelos dois países. Entre elas, o reestabelecimento das relações comerciais que foram suspensas e a reabertura do complexo industrial de Kaesong, fechado em abril, situado a dez quilômetros da fronteira.

O encontro entre as duas Coreias aconteceu algumas horas depois da conclusão da reunião de Cúpula entre o presidente americano Barack Obama e o chinês Xi Jinping na Califórnia. Os dois dirigentes reafirmaram o objetivo de desnuclearização da Coreia do Norte. O país se retirou do grupo signatários do TNP (Tratado de Não Proliferação Nuclear), há dez anos. A China é o aliado mais importante da Coreia do Norte, mas mostrou irritação com as provocações bélicas do dirigente Kim Jong-Un. O país até mesmo votou sanções contra o regime comunista no Conselho de Segurança da ONU.
 

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