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Síria/Violência

Feridos morrem na Síria por falta de atendimento médico

Prédios destruídos pelos bombardeios em Homs, em foto de 4 de julho de 2013.
Prédios destruídos pelos bombardeios em Homs, em foto de 4 de julho de 2013. REUTERS/Yazan Homsy REUTERS/Yazan Homsy

As pessoas feridas nos bombardeios e nos combates entre rebeldes e o exército sírio em Homs, no centro do país, estão morrendo por falta de atendimento médico, segundo a denúncia feita nesta terça-feira, 9 de julho de 2013, pela ong OSDH (Observatório Sírio dos Direitos Humanos).

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"Faz onze dias que o exército bombardeia sem parar e a situação humanitária que já era crítica nos bairros rebeldes de Homs piorou seriamente", declarou o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane.

"Rebeldes e civis feridos nos últimos dias estão morrendo porque não há material médico para atendê-los", acrescentou ele, sem poder especificar o número de vítimas.

Há mais de um ano o bairro de Khaldyié e o centro histórico de Homs estão cercados pelo exército.

Em sua ofensiva lançada no dia 29 de junho para reconquistar esses bairros rebeldes no coração da cidade, que havia sido batizada pelos militantes de "capital da revolução" contra o presidente Bashar al-Assad, o exército recebeu recentemente o reforço do movimento libanês xiita Hezbollah.

Desde então Khaldyié e o centro histórico são bombardeados continuamente.

"A pouca quantidade de material médico que os rebeldes conseguiram levar para esses bairros passava por túneis. Eles foram destruídos pelos bombardeios. O que está acontecendo em Homs é uma violação total do direito humanitário internacional", afirmou Abdel Rahmane.

A ONU estimou que mais de 2.500 civis estão presos nos bairros cercados da cidade. Mais de 100 mil pessoas já morreram no conflito sírio, que já dura 27 meses. Segundo o OSDH, os civis formam a grande maioria das vítimas.

Ramadã

O novo chefe da Coalizão da oposição síria, Ahmad Assi Jarba, acolheu favoravelmente o apelo por uma trégua na Síria lançado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos. Ele disse esperar que as partes em conflito aceitem essa proposta.

Jarba foi eleito para o cargo no sábado após vários dias de reuniões em Istambul entre as diferentes facções que compõem a oposição síria. Em encontro com jornalistas em Ancara, ele se disse preocupado com a situação humanitária em Homs.

No Líbano, um atentado com um carro bomba deixou 53 feridos nesta terça-feira na perifeira de Beirute, bastião do movimento xiita Hezbollah. O ataque não fez nenhuma vítima grave. A tensão permanece muito forte no país desde a intervenção de combatantes do Hezbollah na Síria em apoio ao exército do presidente Bashar al-Assad.

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