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UE/Terrorismo

Irã e Líbano criticam inclusão de Hezbollah em lista negra do terrorismo

O ministro de relações exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi.
O ministro de relações exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi. Wikipédia

Políticos iranianos e libaneses criticaram a decisão da União Europeia de incluir o braço armado do Hezbollah na lista de organizações terroristas. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, chamou a medida de "inaceitável" e acusou o bloco de tomar uma decisão política. O presidente libanês, Michel Sleiman, disse que “espera que a União Europeia reconsidere essa decisão”. Ele havia afirmado que o Hezbollah “é um componente fundamental da sociedade libanesa”.

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Chadia Kobeissi, correspondente em Beirute da Rádio França Internacional.

Segundo o ministro iraniano, o Hezbollah é uma organização de resistência, que lutou contra a invasão e a ocupação e que está presente no governo libanês com o apoio do povo".

O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Mikati disse que lamenta a decisão do bloco. O Hezbollah classificou a medida como “agressiva e injusta”, e afirmou que “não há provas contra o partido”. O grupo ainda declarou, que “essa decisão, não representa a vontade do povo europeu, que apoia a liberdade e a independência, e sim a de governantes, influenciados pelos Estados Unidos e por Israel.

A decisão europeia vale apenas para o ramo militar do grupo, e não o político, que tem membros atuantes dentro do governo do Líbano.

Segundo especialistas, a decisão da União Européia foi realizada em um momento bem estudado, pois, após a intervenção do Hezbollah na guerra da Síria, os países árabes que apoiaram o grupo passaram a não apoiá-lo, o que significa que a União Européia não sofrerá pressão de outros países árabes.
 

A inclusão de uma organização na lista terrorista européia, pode criar diversos impedimentos ao grupo, como possíveis bloqueios econômicos, medidas de controle, além da má reputação a nível internacional.
 

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