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Tunísia/Crise

Assassinato de oito militares agrava crise na Tunísia

Mais de 10 mil tunisianos protestaram na praça de Bardo, em Tunes, em frente à Assembleia Nacional.
Mais de 10 mil tunisianos protestaram na praça de Bardo, em Tunes, em frente à Assembleia Nacional. REUTERS/Anis Mili

A crise política se agrava na Tunísia após o assassinato ontem de oito militares. Nesta terça-feira, 30 de julho de 2013, os apelos para a formação de um novo governo no país se multiplicaram. A atual crise tunisiana começou na semana passada após o assassinato de um líder da oposição em Túnis.

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Os oito militares foram mortos em uma região próxima da fronteira com a Argélia, conhecida por ter confrontos entre soldados e membros da Al Queda. Três militares também ficaram feridos na emboscada. Este é o pior ataque desde a revolução tunisiana, em janeiro de 2011.

Na capital Túnis, os apelos para a formação de um novo governo se multiplicaram. Esta manhã, a principal central sindical do país, o partido de centro-esquerda Ettakatol da aliança no poder e o ministro do Interior pediram a dissolução do gabinete do primeiro-ministro Ali Larayedh.

O governo, liderado pelo partido islâmico Ennahda, insiste em não renunciar apesar da forte pressão popular. Desde a quinta-feira da semana passada, quando o deputado da oposição, Mohamed Brahmi, foi morto com 14 tiros, manifestantes associam o crime a uma manobra do governo para silenciar seus adversários políticos.

O governo nega as acusações e prometeu eleições para o próximo dia 17 de dezembro. A data é simbólica. No mesmo dia, em 2010, um vendedor ambulante ateou fogo ao próprio corpo dando início à revolução na Tunísia.

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