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Marrocos/Pedofilia

Rei do Marrocos volta atrás e anula perdão a pedófilo espanhol

O rei do Marrocos, Mohammed VI, decidiu anular o perdão concedido ao espanhol Daniel Galvan.
O rei do Marrocos, Mohammed VI, decidiu anular o perdão concedido ao espanhol Daniel Galvan. AFP PHOTO / Moroccan Press Agency / HANDOUT

Após intensas manifestações populares, o rei do Marrocos, Mohammed VI, decidiu anular o perdão concedido ao espanhol Daniel Galvan, condenado no país a 30 anos de prisão por pedofilia.

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Segundo o texto publicado pela agência oficial MAP na noite desse domingo, a decisão do soberano "teve caráter excepcional motivado pela gravidade dos crimes cometidos e o respeito do direito das vítimas". O comunicado do Palácio Real indica que o ministro marroquino da Justiça, Mustapha Ramid, vai examinar com seu homólogo espanhol os procedimentos necessários para anular a anistia da pena de Galvan. De acordo com a imprensa local, o criminoso já estaria em liberdade na Espanha.

Mohammed VI ordenou no sábado a abertura de um investigação aprofundada para identificar as falhas que levaram "a essa lamentável liberação e para identificar os responsáveis por essa negligência". O mesmo documento indica que o rei "não havia sido informado da gravidade dos crimes cometidos". A oposição espanhola também criticou a liberação e pediu explicações sobre o caso.

Na noite de sexta-feira, após a liberação de Galvan, uma manifestação contra o gesto do governo marroquino foi dispersada a força pela tropa de choque em frente ao Parlamento na capital, Rabat, deixando dezenas de feridos, entre eles jornalistas. O homem integra um grupo de 48 espanhóis liberados a pedido do rei da Espanha Juan Carlos, em visita ao país no último mês, como um sinal de amizade entre os dois governos.

Galvan, de 64 anos, foi condenado há 18 meses pelo Tribunal de Kenira, no Marrocos, por ter estuprado 11 crianças de 4 a 15 anos e ter filmado seus atos. Os manifestantes pediam que a anistia de sua pena fosse retirada, que Galvan retorne a prisão e que um pedido de desculpas seja feito às famílias das vítimas.

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