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Afeganistão/Talebãs

A pedido de Cabul, Paquistão liberta líder do talibã afegão

Dezenas de prisioneiros talibãs foram libertados desde o ano passado, mas vários deles retornaram ao combate.
Dezenas de prisioneiros talibãs foram libertados desde o ano passado, mas vários deles retornaram ao combate. (Photo : Reuters)

As autoridades paquistanesas libertaram nesse sábado, 21 de setembro, o mulá Abdul Ghani Baradar, antigo número 2 do talibã afegão. A medida responde a um pedido de Cabul e de Washington, que esperam contar com a ajuda do ex-chefe do grupo para avançar nas negociações de paz no Afeganistão antes da retirada das tropas da OTAN do país, prevista para o ano que vem.

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O ministério paquistanês das Relações Exteriores já vinha anunciando a libertação desde sexta-feira. A confirmação foi dada pela imprensa local na manhã deste sábado. Preso há mais de três anos, Abdul Ghani Baradar era um dos nomes mais influentes da hierarquia talibã, abaixo apenas do mulá Omar, chefe supremo do grupo. Ele foi o mais importante membro capturado desde os atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O presidente afegão Hamid Karzaï e os Estados Unidos vinham pedindo há meses a libertação do prisioneiro. Washington e Cabul acreditam que Baradar poderá incitar os talibãs a uma retomada de negociações de paz no Afeganistão. “O governo afegão felicita a decisão do Paquistão”, declarou Aimal Faizi, porta-voz de Karzaï.

Baradar, que vem da mesma tribo que o presidente afegão, se mostrou partidário do diálogo com Cabul, apesar das críticas dos talibãs. O grupo recusa oficialmente qualquer tipo de debate com as autoridades afegãs, que eles acreditam estar sendo manipuladas pelos Estados Unidos.

De acordo com fontes paquistanesas, o ex-detento deve ser extraditado para a Turquia ou para a Arábia Saudita, de onde ele poderá contribuir com a abertura das negociações de paz. O mulá não é o primeiro a ganhar sua liberdade em troca de uma possível colaboração nas discussões. Desde novembro de 2012, 33 responsáveis talibãs presos no Paquistão foram soltos. No entanto, muitos deles retornaram ao combate e até agora nenhum deles integrou o Alto conselho da paz, instituição afegã encarregada do processo pacificação.

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