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FAO/Desnutrição

Fome diminui no mundo, diz relatório da FAO

Com a redução da pobreza no mundo, o número de pessoas que passam fome também está caindo, segundo o mais recente relatório da FAO.
Com a redução da pobreza no mundo, o número de pessoas que passam fome também está caindo, segundo o mais recente relatório da FAO. REUTERS/Akintunde Akinleye

Um documento da Agência da ONU para Agricultura e Alimentação-FAO, dirigida pelo brasileiro José Graziano, informa nesta terça-feira, 1° de outubro de 2013, que o número de pessoas que passam fome no mundo caiu de 868 milhões no período 2010-2012, para 842 milhões em 2011-2013, ou seja uma redução de 3%.

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A luta contra a pobreza dos últimos 20 anos mostra finalmente resultados, mas a FAO adverte que um em cada oito habitantes do planeta continua privado de alimentação adequada à sobrevivência.

Comparando-se os períodos 1990-92 e 2011-2013, o número de pessoas que passam fome caiu de 24% para 14% da população mundial.

Para a FAO, as metas adotadas em 2000, que visam reduzir pela metade a fome nos países em desenvolvimento até 2015, ainda podem ser atingidas e já são realidade na Ásia.

A região do mundo com maior índice de subnutrição continua sendo a África Subsaariana, que concentra mais de 21% da população que vive com fome.

Segundo a FAO, foi o aumento constante do crescimento econômico dos países em desenvolvimento que levou a uma queda do número de famintos.

A entidade também constata melhorias no acesso à água potável, mas nota que esse acesso continua desigual dependendo da região do mundo.

Enquanto na América do Norte, na América Latina e na maioria dos países da Ásia cerca de 90% das pessoas têm acesso a água potável, somente 61% dos habitantes da África Subsaariana têm acesso a esse precioso bem.

A melhoria do acesso ao alimento caminha lado a lado com a diminuição da pobreza (que para as organizações internacionais significa viver com menos de 1,25 dólar por dia), que passou de 47% em 1990 para 24% em 2008 no conjunto das regiões do globo em desenvolvimento.

"Nos últimos 20 anos, a disponibilidade de alimentos aumentou mais rápido que a população dos países em desenvolvimento", indica o relatório da FAO. Isso provocou não somente a queda no número de subnutridos, mas também a melhora do regime alimentar médio. A agência da ONU registrou uma diminuição do consumo de cereais, raízes e tuberculosas em favor das frutas, legumes, produtos de origem animal e oleaginosos.

"Somente a África e o sul da Ásia não beneficiaram plenamente dessa evolução", com regimes que permaneceram dependentes respectivamente dos cereais e das raízes tuberosas, como a mandioca.

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