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Rússia/Greenpeace

Navio do Greenpeace tinha drogas a bordo, afirma polícia russa

Des militants de Greenpeace protestent au siège de Gazprom à Paris, le 9 octobre 2013. Ils réclament la libération des 28 activistes et des deux journalistes détenus en Russie.
Des militants de Greenpeace protestent au siège de Gazprom à Paris, le 9 octobre 2013. Ils réclament la libération des 28 activistes et des deux journalistes détenus en Russie. REUTERS/Jacky Naegelen

Os militantes do Greenpeace detidos em Mormansk, na Rússia, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel, 32 anos, poderão ser indiciados por crimes graves, indicaram nesta quarta-feira (9) as autoridades russas. De acordo com a polícia, foram encontrados drogas e substâncias ilícitas a bordo do Artic Sunrise, além de "equipamentos suspeitos."

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De acordo com comunicado divulgado nesta quarta-feira, a Justiça vai acrescentar as circunstâncias agravantes ao inquérito. A polícia afirma ter encontrado morfina e ópio a bordo, além de equipamentos “militares.”

Os integrantes da organização foram indiciados por pirataria, crime passível de 15 anos de prisão, mas com as novas acusações, a pena pode ultrapassar os 20 anos.

Segundo as autoridades, alguns dos ativistas também tentaram afundar os barcos da guarda-costeira, "o que representa uma ameaça para a vida e a saúde do representantes da força pública", afirma o porta-voz do comitê de investigação, Vladimir Markine.

Nesta segunda-feira, a organização denunciou as condições desumanas de detenção dos ativistas.

Segundo o Greenpeace, os militantes não têm água potável, são monitorados 24 horas por dia por uma câmera de segurança, até mesmo quando vão ao banheiro, e não receberam atendimento médico.

As autoridades russas negaram as acusações, e reiteraram que os militantes ficarão detidos até o dia 24 de novembro.

Em uma carta enviada à embaixada russa em Haia, o diretor executivo do Greenpeace, Kumi Naidoo, pediu hoje uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin.

O navio holandês Artic Sunrise foi rebocado pela guarda-costeira russa no Ártico em setembro, em represália a uma tentativa de invasão de uma plataforma da Gazprom.

Os militantes tentaram fincar uma bandeira no local para denunciar os riscos ambientais da exploração petrolífera na região.

Nesta quarta-feira, um grupo de ativistas organizou um protesto em frente à sede da Gazprom em Paris para pedir a libertação dos membros da ONG.
 

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