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Rússia/Greenpeace

Militante do Greenpeace denuncia condições precárias de detenção na Rússia

Ativistas pedem libertação dos ativistas em Moscou.
Ativistas pedem libertação dos ativistas em Moscou. REUTERS/Maxim Shemetov

Um dos 30 militantes do Greenpeace presos em Mormansk, na Rússia, escreveu uma carta à imprensa suíça para denunciar as condições de detenção no país. Marco Weber foi preso no dia 18 de setembro depois de tentar invadir uma plataforma da companhia estatal Gazprom. Entre os ativistas está a brasileira Ana Paula Maciel, de 32 anos.

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Segundo Weber, a cela em que ele está detido é suja, úmida e minúscula, medindo apenas 4x5 m. Além disso, o chão e a paredes são de cimento e não há janelas, o que impossibilita a entrada de luz natural.

No lugar do teto, a polícia colocou grades, onde guardas patrulham dia e noite, deixando os presos sem nenhuma privacidade. Na carta, o militante também conta que o frio o obriga a passar dia e noite de casaco.

‘’A solidão me pesa, e estou melancólico’’, conta o militante, na carta publicada pelos jornais suíços SonntagsZeitung e Le Matin Dimanche. Mas, apesar de tudo, o militante conta que não se arrepende de ter participado da ação do Greenpeace.

"Trata-se da minha convicção e dos meus valores, então não me arrependo. Estou convencido de que agi corretamente", escreveu.

O ativista de 28 anos, membro do departamento suíço de escalada do Greenpeace, também indicou que está isolado há 24 dias. “A situação é difícil de suportar. Os dias são longos.’’

Os militantes do Greenpeace, inicialmente acusados de pirataria, foram indiciados por vandalismo e podem pegar até sete anos de prisão em um campo de trabalhos forçados, como determina o Código Penal russo.

Os militantes, inclusive a brasileira Ana Paula, ficarão presos até a data do processo, no dia 24 de novembro.
 

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