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Estados Unidos/Oriente Médio

Em visita, John Kerry tenta normalizar relações com Arábia Saudita

O secretário de Estado americano, John Kerry, conversa com o príncipe Saud al-Faisal
O secretário de Estado americano, John Kerry, conversa com o príncipe Saud al-Faisal REUTERS/Jason Reed

Depois de visitar o Cairo, no domingo, John Kerry chegou nesta segunda-feira à Arábia Saudita, principal aliado dos Estados Unidos no mundo árabe, para tentar aparar as arestas de uma relação diplomática abalada pelas posições norte-americanas com relação ao programa nuclear iraniano, o conflito sírio e as tratativas de paz entre Israel e Palestina. Depois de se encontrar com o princípe Saud al-Faiçal e com o rei Abdallah em Ryad, o secretário de Estado da administração Barack Obama tentou aplacar a ira saudita.

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Quando os Estados Unidos recuaram da ideia de intervir militarmente na Síria, a petromonarquia, que apoia militar e financeiramente a rebelião contra Bashar al-Assad, passou a expor sua indignação em todas as oportunidades. Ainda no Egito, Kerry reconheceu que Washington optou por "táticas diferentes", mas garantiu compartilhar dos mesmos objetivos de seus aliados: "Salvar o Estado sírio e estabelecer um governo de transição (...), que permita ao povo sírio decidir seu futuro".

Os sauditas também desconfiam da Genebra 2, a conferência de paz sobre a Síria que acontecerá no próximo dia 23, e não aceitam sob hipótese alguma a participação do Irã. Ryad quer um compromisso claro dos Estados Unidos com a saída de Bashar al-Assad do poder e exigem que, caso este objetivo não seja alcançado, Washington ataque o regime.

A Arábia Saudita também acusa os americanos de terem afrouxado a pressão sobre o Irã e seu polêmico programa nuclear depois da eleição do moderado Hassan Rohani à presidência do país. A tensão chegou ao ponto de os sauditas se recusarem a ocupar sua cadeira em reunião do Conselho de Segurança da ONU, no dia 18 de outubro. Em sua primeira audiência com o rei Abdallah desde que assumiu o cargo, Kerry garantiu que "o Irã não terá a arma nuclear".

Para os sauditas, os americanos também não têm conseguido fazer avançar os diálogos de paz entre israelenses e palestinos, principalmente por conta de sua passividade com relação ao avanço da colonização do território palestino. Depois de Ryad, a viagem de nove dias de John Kerry pelo Oriente Médio segue para Israel, Jordânia, Emirados Árabes, Argélia e Marrocos.

 

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