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Líbia/violência

Violência entre milícias gera novas mortes em Tripoli

Impactos de balas na faixada do Hotel Radisson, depois de confrontos entre milícias na última semana em Tripoli.
Impactos de balas na faixada do Hotel Radisson, depois de confrontos entre milícias na última semana em Tripoli. REUTERS/Stringer

Ao menos 31 pessoas foram mortas nesta sexta-feira, 15 de novembro, durante uma manifestação pacífica contra uma milícia em Tripoli, na Líbia. De acordo com os primeiros balanços oficiais divulgados, 285 pessoas também ficaram feridas. 

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As vítimas foram levadas para diferentes hospitais da cidade nas últimas horas, segundo um porta-voz do ministério da Saúde do país. A perspectiva é de aumento do número de vítimas. "Feridos continuam chegando aos hospitais", alertou. Mais cedo, um primeiro balanço anunciava 5 mortos e 50 feridos.

Os manifestantes levavam cartazes com os dizeres "Não as milícias", "Sim a polícia e ao exército", mostrando a indignação dos habitantes diante das ações impunes cometidas pelas milícias. Em resposta, eles foram atacados por membros da milícia Ghargour, originária da cidade de Misrata, no leste do país e batizada com o nome de um do bairro do sul da capital líbia.

A ação desencadeou a entrada de homens armados integrantes de diferentes milícias da capital no quartel-general da milícia alvo do protesto, que foi em seguida incendiado. No início da noite o combate ainda acontece nas ruas do bairro residencial.

No dia 7 de novembro, enfrentamento entre grupos armados provocou a morte de duas pessoas na capital. Desde a queda de Muammar Kadafi, em outubro de 2011, as autoridades de transição não conseguem formar uma polícia e exército regulares, enquanto os ex-rebeldes organizados em milícias armadas exercem o papel de força de segurança.

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