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Líbano/Terrorismo

Após ataque que matou 25 pessoas, libaneses temem novos atentados

A embaixada do Irã em Beirute foi alvo nesta terça-feira de dois atentados reivindicados por um grupo jihadista que deixaram ao menos 23 mortos e quase 150 feridos.
A embaixada do Irã em Beirute foi alvo nesta terça-feira de dois atentados reivindicados por um grupo jihadista que deixaram ao menos 23 mortos e quase 150 feridos. REUTERS/Mahmoud Kheir

Nesta manhã de quarta-feira, 20 de novembro de 2013, o clima de insegurança e tristeza é visível entre os libaneses, que ainda estão chocados com a explosão das duas bombas contra a embaixada do Irã, na manhã de terça-feira em Bir Hassan, no sul de Beirute.

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Claudia Rahme, correspondente da RFI em Beirute

O intenso movimento de helicópteros e aviões no céu de Beirute e o aumento das patrulhas de segurança nas ruas demonstram o medo da sociedade, que teme novos atentados.

Os amigos e familiares das vítimas visitam os hospitais ou se preparam para enterrar os mortos. É possível que o número de mortos aumente. As comunidades estrangeiras que residem no Líbano se sentem ameaçadas e cogitam deixar o país.

Autoridades libanesas e iranianas investigam a identidade dos jihadistas, autores das explosões que mataram ao menos 25 pessoas e deixaram outras 150 feridas.

A autoria do duplo atentado suicida, que visava a Embaixada do Irã, um dos principais aliados do governo sírio, foi assumida pela brigada de Abdallah Azzam, um grupo jihadista ligado à Al Qaeda, que prometeu que novos ataques ainda serão realizados no país.

Na manhã de terça-feira, um kamikaze em uma motocicleta detonou cinco quilos de explosivos enquanto se dirigia ao portão da embaixada. Na sequência, outro homem explodiu um carro carregado com 60 quilos de explosivos a 50 metros da embaixada iraniana.

Entre as vítimas estava o Adido Cultural do Irã, Sheik Ibrahim Ansari, e o libanês Fares Redwan, que chefiava a segurança da embaixada.

Esse foi o terceiro atentado terrorista do ano ocorrido em Beirute, numa área considerada reduto do grupo xiita Hezbollah, que enviou tropas à Síria para apoiar o exército do presidente Bashar Al-Assad.

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