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Síria/Guerra civil

Escassez de comida afeta 1 milhão de sírios, diz Cruz Vermelha

Agente do Crescente Vermelho árabe-sírio distribui caixa com alimentos na Síria.
Agente do Crescente Vermelho árabe-sírio distribui caixa com alimentos na Síria. Reprodução Youtube

Um milhão de sírios, pelo menos, sofrem regularmente de escassez de alimentos, segundo cálculos da Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV). Para diminuir os efeitos dessa carência, a FICV lançou hoje um novo apelo por doações no valor de 86 milhões de euros (275 milhões de reais), o dobro do que planejava inicialmente. A guerra civil que sacode o país já teria matado 126 mil pessoas.

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Esta é uma "estimativa conservadora", disse o diretor do departamento de gestão de catástrofes e crises da FICV, Simon Eccleshall, em um conferência de imprensa para pedir mais fundos para a Síria.

Quase três anos depois do início do conflito, cerca de um terço da população antes do conflito (cerca de 7 milhões de pessoas) depende de ajuda humanitária para sobreviver. Porém, os combates incessantes e os checkpoints prejudicam a distribuição dos produtos de primeira necessidade.

Esta ajuda é canalizada principalmente pelo Crescente Vermelho árabe-sírio, que só tem acesso a 85% do território, disse Eccleshall. O subsecretário-geral da FICV, Walter Cotte, enfatizou durante a entrevista a existência de "uma enorme crise humanitária que mata pessoas todos os dias".

A FICV está particularmente preocupada com a chegada do inverno. Muitas pessoas vão precisar de ajuda e será mais difícil transportar esses suprimentos para certas áreas do país.

Os trabalhadores humanitários também são alvo da violência. Desde o início do conflito, 32 funcionários do Crescente Vermelho árabe-sírio foram mortos no exercício das suas funções. Outros foram atacados
ou detidos, segundo o diretor da entidade.

Conflito já matou 126 mil pessoas

A guerra na Síria já deixou pelo menos 126 mil mortos, sendo mais de um terço civis, de acordo com a ONG próxima da oposição Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), cuja sede fica em Londres. A guerra já teria matado 6.627 crianças, número considerado subestimado pelo Oxford Research Group, que publicou recentemente um relatório dando conta de 11 mil mortes entre os sírios menores de 17 anos.

O novo levantamento do OSDH divulgado hoje, com base em informações recolhidas por uma ampla rede de correspondentes na Síria, indica a morte de 27.746 rebeldes desde o início do conflito, dos quais cerca de 6 mil são combatentes estrangeiros.

Do lado das forças do presidente Bashar al-Assad, o número de mortos teria alcançado 50 mil pessoas, contando com os milicianos recrutados pelo regime de Damasco.

O diretor da OSDH, Rami Abdelrahman, afirma que em muitas batalhas o número de rebeldes mortos é mantido em sigilo, principalmente quando se trata de combatentes da frente Al Nosra e do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, dois grupos associados à Al Qaeda.

Em seus boletins diários sobre os combates, a OSDH anuncia cerca de 100 mortes por dia, número que dobrou nos últimos dias. A ONU, que não atualiza o número de vítimas com regularidade, tem citado há vários meses o número de 100 mil mortos.

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