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Sudão do Sul/Conflito

ONU autoriza envio de mais 6 mil capacetes azuis para o Sudão do Sul

Soldados da missão da ONU chegam ao Sul do Sudão, nos arredores da capital Juba, em foto de 23 de dezembro de 2013.
Soldados da missão da ONU chegam ao Sul do Sudão, nos arredores da capital Juba, em foto de 23 de dezembro de 2013. REUTERS/James Akena

O Conselho de Segurança da ONU autorizou na noite de ontem, por unanimidade, o envio de mais 6 mil capacetes azuis para o Sudão do Sul. Os confrontos das duas últimas semanas no país deixaram milhares de mortos, segundo as Nações Unidas. Nesta quarta-feira, 25 de dezembro de 2013, os combates entre o exército sul-sudanês e rebeldes acontecem em um estado produtor de petróleo no norte do país.

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Com a decisão do Conselho de Segurança de enviar mais seis mil soldados ao Sudão do Sul, o efetivo da missão de paz da ONU no país vai quase dobrar. O objetivo é intensificar a ajuda humanitária. Segundo a ONU, os confrontos iniciados em meados de dezembro deixaram milhares de mortos e mais de 50 mil refugiados.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, ressaltou que esse “reforço não acontecerá do dia para a noite e que a ONU não pode proteger todo mundo”. Ele disse que cabe aos dois campos rivais pôr um fim no conflito e pediu negociações de paz.

Confrontos

Os combates entre as forças do presidente Salva Kiir e os rebeldes fieis ao ex-vice-presidente Riek Machar continuam nesta quarta-feira. Eles se concentram em um estado produtor de petróleo do norte do Sudão do Sul. O controle dessa região é estratégico para os dois campos rivais. Os recursos do petróleo representam 95% da frágil economia nacional.

Os rebeldes controlam Bentiu, capital do principal estado produtor, e os confrontos são intensos essa manhã em Malakal, outra cidade importante da região. Ontem, o exército sul-sudanês conseguiu recuperar a cidade de Bor, a 200 quilômetros da capital Juba, que estava nas mãos dos rebeldes desde o dia 19 de dezembro.

Conflito

Os combates acontecem em cinco dos dez estados do mais jovem país do mundo. O conflito começou em 15 de dezembro quando o presidente Salva Kiir acusou Riek Machar de ter tentado dar um golpe de estado. O Sudão do Sul é um país independente desde 2011.

Repatriação de americanos

Nesta madrugada, uma pequena equipe de fuzileiros navais norte-americanos foi enviada a Uganda para auxiliar cidadãos americanos a deixar o Sudão do Sul por conta da intensificação do conflito armado no país. De acordo com o porta-voz do ministério da Defesa, o coronel Steven Warren, o pelotão conta com um avião de transporte e oferece opções suplementares para a defesa do pessoal e das instalações norte-americanas no Sudão do Sul.
 

 

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