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Atentado/Líbano

Grupo ligado à Al-Qaeda reivindica atentado que matou brasileira no Líbano

Parentes da brasileira Malak Zahwe e de Iman Hijazi, outra vítima do atentado de quinta-feira, carregam seus caixões durante o funeral em um vilarejo do sul do Líbanon nesta sexta-feira, 3 de janeiro de 2014.
Parentes da brasileira Malak Zahwe e de Iman Hijazi, outra vítima do atentado de quinta-feira, carregam seus caixões durante o funeral em um vilarejo do sul do Líbanon nesta sexta-feira, 3 de janeiro de 2014. Reuters

O Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL),um grupo afiliado à rede terrorista Al-Qaeda, reivindicou neste sábado, 4 de janeiro de 2013, a autoria do atentado que matou quatro pessoas em um bastião do movimento extremista xiita Hezbollah em Beirute na quinta-feira. Entre as vítimas estava a brasileira Malak Zahwe, de 17 anos. O exército libanês confirmou a identidade do kamikaze.

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O EIIL, um grupo extremista sunita, afirmou em um comunicado divulgado em sua conta no Twitter que foi responsábel pelo atentado-suicida no setor de Harek Hreyk.

Neste sábado o exército libanês confirmou a identidade do kamikaze. Qoutaiba al-Satem era um jovem libanês originário de uma região sunita do país. Ele se tornou suspeito depois que seus documentos de identidade foram encontrados no local do atentado. O pai dele foi então convocado pelo exército para testes de DNA.

Os resultados da análise feita em restos encontrados em um carro usado no atentado confirmaram que eles pertenciam a Qoutaiba al-Satem.

O exército informou que continua investigando as circunstâncias do atentado na periferia sul de Beirute, um bastião do Hezbollah, movimento engajado ao lado das tropas de Bashar al-Assad contra os rebeldes na Síria. 

Comunidade brasileira

O ataque suicida de quinta-feira deixou quatro mortos, incluindo a brasileira Malak Zahwe, de 17 anos. A comunidade islâmica brasileira informou que a jovem era filha de imigrantes libaneses que moraram em Foz do Iguaçu. Há cerca de 4 anos, ela e sua família se mudaram para o Líbano. No momento do atentado Malak Zahwe fazia compras com sua madrasta na região de Haret Hreik.

Esse ataque aconteceu menos de uma semana após a morte de um líder sunita em um outro atentado em Beirute. As divisões entre comunidades religiosas estão se agravando no Líbano, sobretudo após a decisão do Hezbollah de enviar homens para combater na Síria ao lado do exército contra a rebelião apoiada por muitos sunitas libaneses.

Segundo a família de Qoutaiba al-Satem, o jovem não fazia "parte de nenhuma organização política ou religiosa, e estava se preparando para prosseguir seus estudos na França".

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