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Ucrânia/Política

Presidente da Ucrânia propõe entregar comando do governo à oposição

Um manifestante anti-governo lança um coquetel molotov, por trás de uma barricada erguida no centro de Kiev, neste sábado, 25 de janeiro de 2014.
Um manifestante anti-governo lança um coquetel molotov, por trás de uma barricada erguida no centro de Kiev, neste sábado, 25 de janeiro de 2014. REUTERS/David Mdzinarishvili

O presidente ucraniano Viktor Yanoukovitch propôes neste sábado (25) a dois líderes da oposição, Arséni Iatseniouk e Vitali Klitschko, de assumirem o comando de um futuro governo. Ele também se disse disposto a fazer uma revisão da Constituição para reduzir seus poderes, informou a presidência ucraniana em um comunicado.

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Arséni Iatséniouk, líder do partido da opositora Ioulia Timochenko, que continua presa, recebeu convite para assumir o cargo de primeiro-ministro. Já o ex-boxeador Vitali Klitschko foi convidado a assumir como ministro encarregado dos Assuntos Humanitários. As propostas, segundo o comunicado, foram feitas após negociações entre a presidência e os opositores.

O presidente Yanoukovitch também aceitou a criação de um grupo de trabalho encarregado de “modificar a legislação sobre os referendos e talvez, através desse mecanismo, propor emendas à Constituição”.

A oposição pede um retorno à Constituição de 2004, principal compromisso aceito pelo pró-ocidental Viktor Yuchtchenko, vencedor da Revolução Laranja que havia feito da Ucrânia uma república parlamentar com um primeiro-ministro com amplos poderes.

Depois, a Carta Magna foi revisada e o poder principal voltou às mãos do chefe de estado. O presidente Yanoukovitch recebeu os principais líderes da oposição durante cerca de três horas após nova escalada de tensão entre manifestantes e forças de ordem em Kiev. O movimento de contestação também se amplia para outras regiões do país.

Há dois meses a oposição mantém sua mobilização no centro de Kiev depois da recusa do presidente em assinar um acordo com a União Europeia e ter preferido uma aproximação com a Rússia.

A contestação aumentou na semana passada após a adoção de leis polêmicas prevendo penas mais severas contra manifestantes, como prisão em regime fechado.

Viktor Yanoukovitch também prometeu rever as leis e negociar com a oposição para encontrar um “compromisso sobre essas leis”, segundo a presidência do país.

 

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