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Israel/Hezbollah

Israel bombardeia base do Hezbollah no Líbano

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (25) que seu país faz todo o necessário para se defender.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (25) que seu país faz todo o necessário para se defender. REUTERS/Sebastian Scheiner/Pool

Israel bombardeou uma base do Hezbollah na fronteira da Síria com o Líbano, na madrugada de segunda para terça-feira. A informação foi divulgada por uma fonte do serviço libanês de segurança e confirmada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos. De acordo com a ONG baseada na Inglaterra, o alvo foi uma "base de mísseis" do grupo xiita aliado de Bashar al-Assad.

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Desde 2006, o exército israelense não ataca o Hezbollah no Líbano. Mas dirigentes israelenses - principalmente o premiê Benjamin Netanyahu - afirmam frequentemente que não permitirão que a Síria forneça armamentos ao grupo. Perguntado nesta terça-feira sobre o bombardeio, o primeiro ministro não confirmou nem desmentiu o ataque. Ele se limitou a dizer que Israel faz "tudo o que for necessário" para se defender.

Na véspera o chefe do Estado Maior do Exército israelense, o general Benny Gantz, fez um alerta: "Seguimos de perto as transferências de armas de todos os tipos em todos os frontes. É algo terrível e delicado. A qualquer momento, se houver necessidade, alguma coisa pode acontecer".

Hezbollah questiona alvo israelense
O canal de televisão Al Manar, ligado ao Hezbollah, confirmou uma "intensa presença da aeronáutica inimiga sobre a região da Bekaa", no leste do Líbano, mas negou o bombardeio. Outros veículos próximos ao grupo xiita garantiram que o ataque aconteceu em território sírio, acrescentando que seu "alvo não é claro".

Mas habitantes da região libanesa de Nabi Chit, próxima da fronteira, dizem ter visto clarões no céu no momento em que teriam acontecido os ataques, além de tremores nas casas. Para o sociólogo Waddah Charara, especialista na região, "a imprensa do Hezbollah nega a realidade do bombardeio e lembra que a regra do jogo entre o Hezbollah e Israel exclui ataques em território libanês".

Para ele, o ataque é um "teste". Dependendo da reação libanesa, Israel sabe que as regras do jogo mudaram e o Hezbollah terá de se contentar com o apoio da Síria e do Irã.

Em maio do ano passado, Israel apreendeu dois carregamentos de armas que, de acordo com Tel Aviv, seriam entregues ao Hezbollah. No dia 1° de novembro, a Força Aérea israelense atacou uma base síria onde estariam estocados mísseis destinados ao grupo xiita.

 

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