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Ucrânia/Crise

EUA ameaçam excluir Rússia do G8 devido a "agressão" contra Ucrânia

Russos fazem passeata em Moscou neste domingo (2) para expressar apoio à maioria de língua russa na Crimeia e protestar contra o novo governo de Kiev.
Russos fazem passeata em Moscou neste domingo (2) para expressar apoio à maioria de língua russa na Crimeia e protestar contra o novo governo de Kiev. Reuters

O secretário de Estado americano, John Kerry, questionou neste domingo (2) a capacidade da Rússia de fazer parte do G8, o grupo que reúne as principais potências mundiais, e ameaçou o país com um isolamento econômico se Moscou insistir em seu "incrível ato de agressão" contra a Ucrânia. A França e a Grã-Bretanha suspenderam os preparativos para sua participação na cúpula do G8 prevista para junho em Sochi, na Rússia.

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Convidado do programa "Face The Nation" da rede de televisão CBS, o chefe da diplomacia americana considerou que Moscou tinha um "comportamento que data do século 19 ao invadir um país com um pretexto totalmente falacioso".

John Kerry especificou que os países do G8 e outros Estados estão se preparando para "isolar a Rússia ao máximo", com restrições de vistos, congelamento de bens e isolamento comercial.

"Eles estão se preparando para aplicar sanções e isolar economicamente a Rússia. A cotação do rublo já está caindo. A Rússia enfrenta grandes desafios econômicos", lembrou o secretário de Estado.

"As empresas americanas poderiam pensar duas vezes antes de fazer negócio com um país que se comporta desta maneira", disse ele.

Londres e Paris já anunciaram que suspenderam sua participação nos preparativos para a cúpula das oito potências mundiais, prevista para junho em Sochi, na Rússia. Kerry acrescentou que os Estados Unidos estão "totalmente dispostos" a boicotar esse encontro.

Os acontecimentos recentes na Ucrânia "colocam a questão da capacidade da Rússia de fazer parte do G8. Se a Rússia quer ser um país do G8, ela deve se comportar como um país do G8", avaliou John Kerry.

O secretário de Estado americano disse que Moscou dispõe de um conjunto de opções para solucionar a crise. "É um ato de agressão incrível", disse Kerry. "A Rússia viola a soberania da Ucrânia. A Rússia viola as obrigações internacionais".

O chefe da diplomacia especificou que, durante a conversa telefônica de 90 minutos que teve com Putin no sábado, Barack Obama evocou "as graves repercussões" que essa situação poderia ter. "O presidente disse a Putin que é imperativo encontrar uma outra via, fazer essa invasão recuar e consertar esse ato de invasão".

O porta-voz do Kremlin disse não ter comentários a faer sobre as declarações de John Kerry.
 

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