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Líbia/Saadi Kadafi

Filho de Kadafi será julgado na Líbia

O governo líbio anunciou nesta quinta-feira que Saadi Kadafi, filho do ditador morto Muamar Kadafi, foi extraditado pelo Níger  e está preso.
O governo líbio anunciou nesta quinta-feira que Saadi Kadafi, filho do ditador morto Muamar Kadafi, foi extraditado pelo Níger e está preso. REUTERS/Prison Media Office/Handout via Reuters

Saadi, filho do ex-ditador da Líbia Muammar Kadafi, foi entregue às autoridades em Trípoli pelo governo do Níger nesta quarta-feira (5) e enfrentará uma série de acusações. Entre elas, o assassinato de um técnico de futebol e a participação na repressão à revolta de 2011. A maior parte dos crimes cometidos por Saadi "visavam manter seu pai no poder", declarou o porta-voz da procuradoria geral Seddik al-Sur.

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As outras acusações remetem ao seu envolvimento com o futebol profissional. Apaixonado pelo esporte, Saadi chegou a jogar como meia-atacante pelos clubes líbios Al-Ahly e Al-Ittihad, do qual ele era também presidente. Entre 2003 e 2007, ele teve passagens por três clubes italianos – Perugia, Udinese e Sampdoria –, mas só participou de duas partidas e não marcou nenhum gol. Sua aventura italiana terminou com um teste positivo para doping.

Em 2005, ele teria se envolvido no assassinato de um técnico da equipe. Em sua meteórica carreira no futebol, o filho do ditador foi capitão da seleção e chegou a dirigir a Federação Líbia de Futebol, onde teria "se apropriado de bens por meio da força e da intimidação".

De acordo com a procuradoria geral, outras acusações podem ser adicionadas posteriormente à lista do interrogatório de Saadi Kadafi, que estava refugiado no Níger desde pouco antes da morte de seu pai, em outubro de 2011.

Conferência sobre a Líbia
Os chefes da diplomacia da Rússia e Estados Unidos voltam a se encontrar na conferência. A fragilidade do Estado líbio após a queda do regime de Muammar Kadafi e os graves problemas de segurança no país estarão no centro das discussões.

Além de John Kerry e Serguei Lavrov, devem participar da conferência os ministros das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, da Alemanha, Guido Westerwelle, e representantes da Líbia e das Nações Unidas.
 

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