Acesso ao principal conteúdo
Japão/Fukushima

Tepco vai reforçar vigilância em usina de Fukushima após novo vazamento

A central de Fukushima irá gerar até 2027 mais de 560.000 metros cúbicos de resíduos radioativos.
A central de Fukushima irá gerar até 2027 mais de 560.000 metros cúbicos de resíduos radioativos. REUTERS/Tomohiro Ohsumi/Pool/Files

A autoridade de regulação nuclear do Japão anunciou nesta terça-feira (15) que irá exigir da companhia Tepco um reforço na vigilância das instalações da usina de Fukushima após a descoberta de um problema que pode ter sido provocado por um erro deliberado.

Publicidade

No último final de semana, quatro bombas que funcionavam erroneamente, despejaram grandes quantidades de água altamente radioativa em diversos prédios da central, atingida por uma tsunami em março de 2011.

"É necessário reforçar a gestão dos equipamentos para prevenir erros desse tipo", disse Toyoshi Fuketa, representante da Autoridade Nuclear, durante uma reunião semanal. A companhia Tokyo Eletric Power poderá instalar câmeras e outros sistemas de controle perto de equipamentos cruciais como painéis elétricos.

No final da semana passada, quatro bombas que estavam funcionando por engano provocaram o vazamento de água radioativa em diversos prédios da usina. O subsolo dos dois depósitos ficou inundado.

Segundo a Tepco, 203 metros cúbicos se espalharam nos locais utilizados para incineração, situados próximos dos reatores. A água possui um teor de Césio radioativo avaliado em 37 milhões de becquerels por litro.

A companhia assegurou que vai investigar as razões deste erro. Um outro pequeno acidente ocorreu hoje, segundo a Tepco. Cerca de 1,1 metro cúbico de água transbordou de uma reservatório durante as operações de limpeza do sistema de descontaminação.

A gestão de água contaminada é um dos principais problemas enfrentados pela Tepco, que não sabe o que fazer com as centenas de milhares de metros cúbicos acumulados nos prédios e reservatórios.
 

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.