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Israel/ palestinos

Israel prende 80 palestinos em buscas por jovens desaparecidos

Primeiro-ministro ministro israelense, Benjamin Netanyahu (segundo à esquerda), acusou o grupo palestino armado Hamas de estar por trás do sequestro.
Primeiro-ministro ministro israelense, Benjamin Netanyahu (segundo à esquerda), acusou o grupo palestino armado Hamas de estar por trás do sequestro. REUTERS/Abir Sultan/Pool

O Exército israelense prendeu cerca de 80 palestinos na Cisjordânia e impôs um bloqueio completo da cidade de Bebron, na tentativa de encontrar três jovens israelenses que Tel Aviv afirma terem sido sequestrados pelo grupo Hamas. O sumiço dos adolescentes, há três dias, aumenta a tensão na região, uma semana depois de o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ter se encontrado com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, no Vaticano.

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Neste domingo (15), soldados israelenses realizam buscas intensas nas ruas de Hebron, no sul da Cisjordânia. Foram instaladas barreiras na entrada da cidade, a maior localidade palestina na região. Nenhum carro está autorizado a entrar ou sair de Hebron.

A operação militar mobiliza milhares de homens e se concentra em Tafuh, no leste de Hebron, onde os soldados vistoriam casas com cães farejadores. Entre os palestinos presos está uma maioria de membros do Hamas, entre eles Hassan Youssef, deputado do movimento islamita na Cisjordânia. Outros são membros do grupo radical Jihad Islâmica e do Fatah, o partido nacionalista dirigido pelo presidente Mahmoud Abbas.

“Como parte dos esforços para encontrar os três adolescentes sequestrados, cerca de 80 palestinos foram presos durante uma operação militar”, indicou o exército em um comunicado, no qual acrescenta que vai “utilizar todos os meios para resolver este caso”.

Israel acusa o Hamas

O premiê Netanyahu acusou neste domingo o movimento islamita Hamas de ser o responsável pelo sequestro de três adolescentes israelenses na Cisjordânia. "São gente do Hamas, o mesmo Hamas com o qual Abu Mazen (Mahmud Abbas) assinou para formar um governo de unidade", declarou neste domingo, ao entrar em uma reunião de seu gabinete no ministério da Defesa, em Tel Aviv. "Isto tem repercussões graves", disse.

O Hamas e a Organização de Libertação da Palestina (OLP), dirigida por Abbas, assinaram um acordo de reconciliação no dia 23 de abril que propiciou, no início de junho, um governo de "consenso nacional" apoiado pelo Hamas e formado por personalidades independentes.

"Neste momento multiplicamos os esforços para trazer para casa estes reféns", acrescentou Netanyahu.

Jovens

Segundo a imprensa israelense, os adolescentes, estudantes de escolas talmúdicas, desapareceram na noite de quinta-feira quando pediam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre as cidades palestinas de Belém e Hebron para ir a Jerusalém. Os desaparecidos foram identificados como Eyal Yifrach, de 19 anos, originário de Elad (Israel), Naftali Frenkel (16 anos), de Nof Ayalon (Israel), e Gilad Shaer (16 anos), da colônia Talmon, na Cisjordânia ocupada. Um deles seria de nacionalidade americana, segundo a rádio israelense.
 

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