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Egito/Justiça

Justiça egípcia confirma pena de morte para 183, entre eles líder da Irmandade Muçulmana

Famílias dos condenados à morte reagem à confirmação da sentença diante do tribunal de Minya, no centro do Egito.
Famílias dos condenados à morte reagem à confirmação da sentença diante do tribunal de Minya, no centro do Egito. REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

O tribunal de Minya, no centro do Egito, confirmou neste sábado (21) a condenação à morte de 183 partidários do presidente deposto Mohamed Mursi. O líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, faz parte dos condenados. A comunidade internacional criticou o julgamento. 

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Inicialmente, o processo havia sido concluído com uma condenação à pena de morte para 683 pessoas, acusadas de serem próximas do ex-presidente egípcio, e de terem participado de manifestações violentas em agosto do ano passado na cidade de Minya. Mas na manhã deste sábado a justiça absolveu 496 réus e comutou em prisão perpétua a pena capital que havia sido anunciada para quatro pessoas, entre elas duas mulheres.

O chefe da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, faz parte dos condenados à morte. Assim como os demais, o líder da confraria, da qual faz parte Mursi, teve sua sentença pronunciada em apenas alguns minutos, o que levantou dúvidas sobre a legitimidade do julgamento.

A decisão do juiz Saïd Youssef Sabry, conhecido por ser linha-dura, suscitou críticas da comunidade internacional. As Nações Unidas denunciam o que qualificaram de “maior processo em massa” da história recente.

Analistas chamam a atenção para o fato de que o balanço do governo pós-Mursi, deposto em 2013 após uma revolta popular e um golpe orquestrado pelo exército, peca em termos de Diretos Humanos, apesar das promessas de estabilidade feitas pelo governo de transição. “Eles repetem os abusos praticados sob o regime de Hosni Mubarak”, declarou às agências de notícias Geoffrey Mock, especialista do Egito na Anistia Internacional. A Ong pediu que as condenações sejam anuladas. 
 

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