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Egito/ Justiça

Egito condena sete à prisão perpétua por agressões sexuais

Um tribunal egípcio sentenciou sete homens à prisão perpétua por agressões sexuais na Praça Tahrir, do Cairo.
Um tribunal egípcio sentenciou sete homens à prisão perpétua por agressões sexuais na Praça Tahrir, do Cairo. REUTERS/Al Youm Al Saabi Newspaper

Um tribunal egípcio condenou nesta quarta-feira (16) sete homens à prisão perpétua por agressões sexuais cometidas na praça Tahrir, no Cairo. A maioria dos crimes ocorreu durante as comemorações da vitória do general Abdel Fattah al-Sissi à presidência do país.

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Essas foram as primeiras condenações para este tipo de crime no país, onde praticamente todas as mulheres dizem já terem sido vítimas de agressão ou assédio sexual. As penas de prisão perpétua correspondem, na realidade, a 25 anos de detenção.

Os acusados foram julgados por sequestro, estupro, agressão sexual, tentativa de assassinato e tortura de várias mulheres durante as comemorações da vitória de Sissi, nos dias 3 e 8 de junho, mas também no dia 25 de janeiro de 2013, nas celebrações do segundo aniversário da revolução de 2011, que depôs o ex-ditador Hosni Mubarak.

Outros dois homens foram condenados a 20 anos de prisão. Os nove réus ainda ficarão sob vigilância policial durante cinco anos depois do cumprimento das penas, determinou o tribunal.

Desde o início dos protestos de 2011, as agressões sexuais aumentaram muito no Egito. Centenas de mulheres egípcias e estrangeiras foram alvo de ataques em grupo, principalmente na praça Tahrir, palco das manifestações.

Críticas à impunidade

As autoridades anunciaram que queriam ser mais rígidas no tratamento dos casos, depois de serem criticadas pela impunidade dos agressores. A publicação de um vídeo de uma estudante sendo agredida por um grupo de homens durante os festejos da vitória do presidente provocou um escândalo no país. As imagens, colocadas na internet, mostram a jovem nua com marcas de sangue sendo tocada por dezenas de homens enquanto era levada por policiais até uma ambulância.

Segundo um relatório da ONU de abril de 2013, 99,3% das mulheres e jovens no Egito já foram vítimas de algum tipo de agressão sexual.
 

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