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Ebola/Tratamento

OMS aprova medicamento experimental contra Ebola

Agentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalham na prevenção do Ebola na aldeia de Tedou, na Guiné.
Agentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) trabalham na prevenção do Ebola na aldeia de Tedou, na Guiné. T. Jasarevic/OMS

Um comitê de especialistas reunidos em Genebra pela Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou nesta terça-feira (12) a utilização de tratamentos experimentais contra o vírus Ebola. A decisão é anunciada no mesmo dia em que a OMS divulgou que a doença causou mil mortes só neste ano. Estima-se que haja atualmente cerca de 2 mil infectados pelo Ebola na África Ocidental.

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Em comunicado, a organização ressaltou que a eficácia dos tratamentos não homologados, bem como seus efeitos secundários, ainda não são conhecidos. Mas “diante das circunstâncias provocadas pela epidemia”, o comitê chegou a um consenso que é uma questão de ética oferecer medicamentos experimentais a título de prevenção.

O grupo de especialistas definiu algumas condições para a aplicação de tratamentos não homologados contra o Ebola. Para que eles sejam utilizados, é necessário que haja “uma transparência absoluta quanto aos cuidados em seu uso, o consentimento oficial do paciente, o respeito da confidencialidade e da dignidade dos doentes, e a implicação das comunidades”, diz o comunicado.

O comitê também ressaltou a obrigação moral de coletar e compartilhar dados sobre a segurança e eficácia dos medicamentos. Para os especialistas, é fundamental que os pacientes que receberem os tratamentos sejam constantemente avaliados, a fim de verificar que os remédios possam continuar sendo utilizados no futuro.

EUA enviam ZMapp à Libéria

Nesta manhã, antes mesmo da aprovação da OMS, os Estados Unidos já haviam adiantado que enviariam amostras da droga experimental ZMapp à Libéria, o país mais afetado pela doença. O remédio, que será transportado ao país por uma autoridade norte-americana nesta semana, vai ser utilizado em médicos que foram contaminados pelo Ebola.

O ZMapp já foi usado em dois norte-americanos que foram repatriados da África aos Estados Unidos. O medicamento registrou resultados positivos em ambos os pacientes. No entanto, até o momento, não existe nenhum tratamento licenciado ou vacina contra o vírus.

Mais de mil vítimas fatais do Ebola

Nesta manhã, a OMS anunciou que mais de mil pessoas já morreram, vítimas da febre hemorrágica Ebola em 2014, na pior epidemia da doença desde que foi descoberta, em 1976. A organização também informou que há 1.848 infectados em tratamento atualmente.

Nos últimos dias, a Guiné registrou 11 novos casos e 6 mortos, enquanto a Libéria apresentou 45 novos infectados e 29 mortes. Serra Leoa tem 13 novos casos e mais 17 mortes.

Morre missionário espanhol

O padre espanhol Miguel Pajares, de 75 anos, primeiro infectado pelo Ebola a ser repatriado à Europa, morreu nesta manhã em Madri. Ele chegou a ser tratado com o Zmapp, mas não resistiu.

A missionária congolesa Chantal Pascaline, que trabalhava com o religioso no hospital Saint-Joseph, em Monróvia, capital da Libéria, faleceu no sábado passado. No total, quatro pessoas que exerciam atividades nesta instituição já morreram. O hospital foi fechado no dia 1° de agosto.

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