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Nigéria/ terrorismo

Grupo extremista sequestra dezenas de adolescentes e homens na Nigéria

Nesta semana, manifestantes lembraram os 120 dias de sequestro de meninas pelo Boko Haram.
Nesta semana, manifestantes lembraram os 120 dias de sequestro de meninas pelo Boko Haram. REUTERS/Afolabi Sotunde

Combatentes do grupo islâmico Boko Haram sequestraram dezenas de garotos e homens em uma ofensiva contra um vilarejo remoto no nordeste da Nigéria, colocando-os em barcos caminhões e os levando embora, informaram nesta sexta-feira (15) testemunhas que conseguiram fugir. Em abril, os extremistas raptaram mais de 200 meninas e adolescentes, que até hoje ainda não foram libertadas.

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Diversas testemunhas que fugiram após a ofensiva em Doron Baga, um vilarejo de pescadores perto do lago Chade, disseram que, no domingo, os militantes queimaram diversas casas e que 97 pessoas estavam desaparecidas. “Eles não deixaram homens ou garotos, apenas crianças, garotas e mulheres”, disse Halima Adamu, que fugiu do local até a cidade de Maiduguri.

“Eles estavam gritando 'Allah Akbar’ (Deus é o maior) e atirando. Houve confusão em todos os lugares. Eles começaram a colocar nossos homens e garotos em seus veículos, ameaçando atirar em quem desobedecesse. Todo mundo estava com medo”, relatou a testemunha.

Os habitantes da vila disseram que seis homens mais velhos foram mortos. Conforme os relatos, vários reféns, com entre 15 e 30 anos, foram obrigados a entrar em barcos que, em seguida, atravessaram o Chade. As autoridades nigerianas ainda não confirmaram os sequestros.

Garotas permanecem raptadas

O Boko Haram luta para instalar um califado islâmico no norte da Nigéria e, há quatro meses, sequestrou 276 estudantes do vilarejo de Chibok. O drama causou uma comoção mundial, mas até hoje 219 delas permanecem raptadas.

O Boko Haram, visto como a principal ameaça de segurança à maior economia africana e também produtor de petróleo, aumentou seus ataques contra civis no último ano. O movimento perdeu apoio popular à medida em que aumentou os ataques violentos e os raptos. Os reféns são obrigados a se tornarem soldados, esposas ou escravos.
 

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