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Israel/palestinos

Israel arrasa Faixa de Gaza e Egito apela por retomada de diálogo

Uma mesquita destruída na Faixa de Gaza, neste sábado 23 de agosto de 2014.
Uma mesquita destruída na Faixa de Gaza, neste sábado 23 de agosto de 2014. REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

O exército israelense submeteu a Faixa de Gaza a um bombardeio intenso neste sábado que deixou 10 palestinos mortos, sendo três crianças e quatro mulheres. Os ataques foram uma represália ao foguete disparado pelo Hamas no dia anterior que matou uma criança no sul de Israel. No plano diplomático, o Egito renovou apelo para a retomada das discussões com vistas a uma trégua durável.

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O exército israelense afirmou ter realizado pelo menos 60 ataques no território palestino. A ofensiva foi uma represália à morte da primeira criança israelense atingida por um foguete do Hamas no dia anterior. "O Hamas pagará caro por este ataque", alertou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

Diversas explosões foram registradas no território palestino e na cidade de Gaza durante todo o dia, com os moradores fugindo assustados dos ataques. Um dos bombardeios aéreos atingiu um prédio de 12 andares que ficou completamente destruído fazendo 18 feridos, sendo 10 crianças.

De madrugada, uma casa perto do campo de refugiados de Nousserait matou cinco membros de uma mesma família enquanto dormiam. Israel visa os locais de onde partem os foguetes atirados contra seu território e também moradias de membros do movimento palestino Hamas.

Segundo o exército israelense, 71 foguetes foram disparados neste sábado da Faixa de Gaza em direção a Israel e 17 outros foram interceptados, sendo um deles acima de Tel Aviv. Durante à noite, os militares israelenses anunciaram que um foguete disparado do Líbano atingiu o norte de Israel, mas sem fazer vítimas.

Egito insite em retomada do diálogo

A evolução do conflito é totalmente incerta, mas o Egito continua seus esforços diplomáticos para retomada do diálogo para uma trégua durável. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, confirmou que as autoridades egípcias renovaram o apelo para que palestinos e israelenses voltem à mesa de negociações. "O que nos interessa agora é colocar um fim ao derramamento de sangue", afirmou Abbas.

"Quando essa trégua entrar em vigor, as duas partes poderão sentar e discutir suas propostas", acrescentou.
O Hamas é favor "de um acordo ou qualquer esforço sério que responda às exigências palestinas. Vamos discutir todas as propostas", afirmou o porta-voz do movimento palestino, Sami Abou Zouhri.

O ministro israelense da Defesa, Moshe Yaalon, deixou a entender que Israel não descarta uma retoma do diálogo. "Estou convencido de que a outra parte está em uma situação em que ela precisa mais do cessar-fogo do que nós. Devemos levar as coisas de maneira diplomática no sentido de restabelecer à calma e a segurança por um período mais longo", declarou.

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