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África/Epidemia

Confirmado primeiro caso de Ebola no Senegal

Funcionários da ong Médicos sem Fronteiras trabalham em centro de isolamento em Monróvia, capital da Libéria, o país mais atingido pela epidemia de Ebola.
Funcionários da ong Médicos sem Fronteiras trabalham em centro de isolamento em Monróvia, capital da Libéria, o país mais atingido pela epidemia de Ebola. Reuters

Um primeiro doente contaminado pelo Ebola foi identificado no Senegal. Trata-se de um jovem guineano, que foi colocado em quarentena. O presidente da ong Médicos sem Fronteiras na França pede que o Conselho de Segurança da ONU organize o combate à epidemia, que, segundo ele, pode colocar em risco a estabilidade regional.

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O paciente está em um estado considerado "satisfatório", segundo a ministra da Saúde do Senegal, Awa Marie Coll Seck. Ela explicou que a segurança foi reforçada para evitar a propagação da febre hemorrágica no país. Esse foi o primeiro caso confirmado no Senegal, que faz fronteira com a Guiné, um dos três países mais afetados pela epidemia de Ebola.

De acordo com a ministra da Saúde, o jovem era estudante na universidade de Guiné e já havia desaparecido há três semanas quando as equipes de controle epidemiológico guineanas informaram o Senegal. "Estamos tentando refazer todo o itinerário e rever todas as pessoas que tiveram contato com o paciente", disse ela.

O Senegal fechou no dia 21 de agosto suas fronteiras terrestres com a Guiné por causa da epidemia. Essa medida se estende às fronteiras aéreas e marítimas para as aeronaves e navios provenientes de Guiné, Serra Leoa e Libéria.

Segundo o último balanço da OMS (Organização Mundial da Saúde), o vírus Ebola já fez 1.552 mortos. Até agora foram registrados 3.069 casos da doença. Os três países mais afetados são Guiné, Serra Leoa e Libéria, mas o Ebola também provocou mortes na Nigéria. Uma outra epidemia foi identificada na República Democrática do Congo.

Mobilização internacional

"Se não houver uma mobilização internacional importante para ajudar os países afetados, seremos confrontados nos próximos dias ou semanas a problemas econômicos, sociais e de segurança", afirmou nesta sexta-feira (29) o presidente da ong Médicos sem Fronteiras na França, Mego Terzian.

Nesta quinta-feira, rumores de que enfermeiros teriam contaminado pessoas com o vírus provocaram uma rebelião em Nzérékoré, segunda maior cidade da Guiné.

Terzian pede que o Conselho de Segurança da ONU organize o combate à epidemia, que é "um risco para a estabilidade da região". Ele afirma que, até o momento, os centros de atendimento organizados pela OMS, pela ong Médicos sem Fronteiras e pelos ministérios da Saúde dos três países mais atingidos não são suficientes para atender às necessidades dos pacientes.

A decisão de várias companhias aéreas de suspender seus voos para os países atingidos também dificulta o trabalho das organizações humanitárias. Mego Terzian sugere que, ao invés disso, os países ocidentais deveriam ajudar os ministérios da Saúde dos países afetados a instalar dispositivos de segurança suplementares nos aeroportos, erigir novos centros de isolamento, informar a população ou ainda distribuir kits de desinfecção.

"Enquanto os países ocidentais não estiverem infectados, tenho a impressão de que não haverá uma mobilização séria", lamenta o presidente da ong Médicos sem Fronteiras na França.

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