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Austrália/Terrorismo

Austrália prende 15 suspeitos de participar de grupo jihadista EI

A Polícia Federal australiana durante a operação antiterrorista desta quinta-feira.
A Polícia Federal australiana durante a operação antiterrorista desta quinta-feira. REUTERS/David Gray

A Austrália anunciou nesta quinta-feira (18) ter detido 15 pessoas e evitado atentados que vinham sendo planejados pelo grupo radical Estado Islâmico. Uma faca e uma espada foram apreendidas na megaoperação que visava 25 suspeitos. Segundo as autoridades, os jihadistas teriam a intenção de filmar a decapitação de civis.

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Mais de 800 policiais australianos participaram da operação antiterrorista realizada durante a madrugada nas periferias de Sidney e Brisbane. Esta megaoperação, a maior já organizada pelas autoridades australianas, acontece uma semana depois de o país ter subido seu nível de alerta de "médio" para "alto" devido à ameaça representada pelo grupo ultrarradical islâmico.

O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que a ação policial foi decidida após a descoberta de uma mensagem de um australiano "aparentemente bem posicionado na hierarquia" da organização jihadista EI. A mensagem, segundo o premiê, incitava a rede de apoio australiana a cometer "assassinatos espetaculares".

"Lamento dizer isso, mas esses radicais nos odeiam não pelo que fazemos, mas pelo que somos e pela forma como vivemos", declarou Abott.

Sessenta australianos no EI

Segundo o serviço secreto, cerca de 60 australianos combatem ao lado dos jihadistas do grupo EI no Iraque e na Síria, enquanto outra centena de cidadãos australianos dá apoio ativo aos movimentos sunitas radicais de dentro do país.

Na semana passada, as autoridades australianas prenderam em Brisbane dois suspeitos de atuar no recrutamento de jovens para a organização ultrarradical. Ontem, agentes da inteligência australiana fecharam um escritório de transferência de fundos suspeito de alimentar em dinheiro o grupo terrorista.

A Austrália se engajou na coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para lutar contra os extremistas. O governo australiano fornece armas, munição, material militar e ajuda humanitária. Seiscentos militares australianos, a maioria da Aeronáutica, participam da ofensiva contra os islamitas a partir de uma base militar dos Emirados Árabes Unidos.

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