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Ébola/Epidemia

Ebola: ONGs criticam confinamento e despreparo em Serra Leoa

Rua vazia de Freetown, capital de Serra Leoa, durante o confinamento de 72 horas imposto pelo governo para conter a propagação do vírus Ebola.
Rua vazia de Freetown, capital de Serra Leoa, durante o confinamento de 72 horas imposto pelo governo para conter a propagação do vírus Ebola. Reuters/Umaru Fofana

A Serra Leoa  entrou neste sábado (20) no segundo dia do confinamento geral de 72 horas, uma tentativa de se evitar a propagação do vírus Ebola, que já fez 2.620 vítimas fatais desde o começo do ano, na África ocidental. O governo do país, onde 562 pessoas morreram, decretou três dias de paralisação geral para fazer uma campanha porta a porta.

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Cerca de 30 mil voluntários, em equipes de quatro pessoas, percorrem todo o território para esclarecer aos 6 milhões de habitantes os principais cuidados para evitar o contágio. Eles distribuem um sabonete para cada família e alertam os serviços especializados se descobrem doentes ou mortos nas residências.

Críticas

Observadores independentes já apontaram sua preocupação em relação à qualidade dos conselhos sanitários que estão sendo dados, considerando fraco o sucesso da iniciativa, que inclui a capital Freetown.

Para a ONG britânica "Human Rights Watch", a operação é mais um golpe de publicidade do que uma ação sanitária". Joe Amon, diretor para questões de Saúde e Direitos Humanos, considera que "a propaganda deve se concentrar na transmissão precisa de informações que ajudem as pessoas e estabeleçam um clima de confiança com o governo. O confinamento não é uma boa iniciativa", condena Amon.

A ONG francesa "Action contre la Faim"  também não poupa críticas: "Os supervisores são bem treinados, mas as equipes que visitam as famílias em certas regiões do oeste do país não foram formadas como se deve e não têm condições de passar corretamente as informações de prevenção e higiene", reclama Abubakarr Kamara, responsável da ONG Health for All (Saúde para Todos), esclarecendo que muitos dos voluntários são jovens demais para arcar com tamanha responsabilidade.

Espanha repatria missionário

A Espanha prepara a repatriação de um segundo missionário católico contaminado pelo vírus em Serra Leoa. Irmão Manuel Garcia Viejo, de 69 anos, é diretor há 12 anos de um hospital na cidade de Lunsar. Ele está sendo tratado na capital FreeTown e pediu para ser transferido para seu país.

Em agosto passado, um padre espanhol de 75 anos foi o primeiro europeu a morrer de Ebola. Miguel Pajares foi contaminado na Libéria, onde trabalhava com pessoas contaminadas pelo vírus. Ele foi repatriado para Madri e morreu na área de isolamento de um hospital da capital quando estava sendo tratado com um soro experimental, o ZMapp.

 

 

 

 

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